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Coronel do Exército inspeciona TG

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O coronel Hélio Chagas de Macedo Júnior, que recentemente assumiu a 3.ª Seção do Comando Militar Sudeste, esteve em Bauru ontem e fez uma inspeção de rotina ao Tiro de Guerra. Durante a inspeção, feita anualmente nessa época do ano, quando está sendo finalizado o período de instrução dos atiradores, o oficial verifica como está a formação do grupo que vai formar o contingente de reserva do Exército, o funcionamento do Tiro de Guerra e até as instalações físicas do órgão.

Os 96 jovens, que estão concluindo neste mês o período de instrução, iniciado em março, apresentaram-se ao coronel Macedo durante uma solenidade realizada ontem à tarde no Tiro de Guerra e que contou com a presença de civis e militares. Participaram, além dos comandantes de instrução do Serviço Militar local, o coronel Hélder Pereira, comandante do Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4), o prefeito Nilson Costa e representantes de entidades e órgãos.

Em pronunciamento aos atiradores, o coronel disse que a participação de representantes de diversos órgãos e entidades no evento é um parâmetro para avaliar como positiva a instrução recebida por eles no Tiro de Guerra. Coronel Macedo, que atuou dois anos na Itália junto à Embaixada Brasileira, como representante do Exército, agora é responsável pela 3.ª Seção do Comando Militar, ao qual estão subordinados todos os 76 Tiros de Guerra do Estado de São Paulo.

Os atiradores, ao concluir o período de instrução, que é de dez meses, ficam na reserva por cinco anos, segundo o tenente Osvaldo Cardoso de Oliveira, delegado do Serviço Militar em Bauru. Durante os cinco anos, eles serão os primeiros a serem chamados pelo Exército caso haja necessidade de defender o País.

Nos dez meses de Tiro de Guerra, os jovens recebem, em duas horas por dia, instrução sobre armamento, condicionamento físico e cidadania, de acordo com o tenente Osvaldo. A instrução dada pelo Tiro de Guerra é direcionada à defesa territorial e guarda de pontos sensíveis, segundo o coronel Macedo. Apesar do nome Tiro de Guerra, nosso trabalho tem como meta a paz, disse.

Por ano, no Estado de São Paulo, o Exército forma cerca de 5.600 jovens, de acordo com o coronel Macedo. Apesar de o serviço militar ser obrigatório, segundo o coronel, há muitos jovens com vocação para a área militar interessados em fazer o Tiro de Guerra.

O prefeito Nilson Costa disse ao coronel Macedo que aguarda uma apreciação do Exército para abrir licitação pública visando permutar as instalações ocupadas pelo Tiro de Guerra, que são de propriedade da Prefeitura. A proposta do prefeito é trocar o atual prédio, na Vila Universitária, por outro maior e mais adequado ao funcionamento do Tiro de Guerra, em uma região mais afastada da área central.

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