A alta varia entre 5% e 25% em relação ao ano passado. Os produtos importados foram os que mais tiveram aumento.
As prateleiras dos supermercados de Bauru já estão cedendo espaço aos produtos natalinos, com destaque, este ano, a uma maior variedade na linha de aves. Porém, os preços ao consumidor estão cerca de 5% a 25% (dependendo do produto) mais caros em comparação com o mesmo período do ano passado. Os produtos importados foram os que mais subiram, em função das sucessivas altas do dólar.
Problemas advindos do racionamento energético também fizeram com que alguns fabricantes aumentassem o valor de custo dos produtos às empresas do setor supermercadista. Contudo, a maioria das redes de supermercado consultadas pela reportagem espera vendas melhores em dezembro deste ano, sobre igual período de 2000.
Em um dos supermercados consultados, o diretor Émerson Svízzero diz que quase todos os produtos natalinos que serão comercializados já estão disponíveis aos consumidores. Nessa empresa, a novidade é o vinho sem álcool, produzido por uma vinícola do Paraná, que chegará ao supermercado na próxima semana.
O álcool do vinho vem do próprio processo de fermentação. Mas, nessa vinícola, a bebida passa por um processo de reversão da fermentação, que elimina o álcool, diz Svízzero. Na linha de aves, peru e pernil já estão disponíveis, além dos panetones, chocotones, frutas secas e champanhes.
Sem arriscar valores percentuais, ele diz que a previsão é de que as vendas do mês de dezembro superem as do ano passado, nessa época. Confirmando o otimismo, o empresário diz que a compra de produtos natalinos deste ano ficará entre 10% e 15% acima do ano passado. Segundo Svízzero, a maioria dos produtos de Natal está, em média, 5% mais caros ao consumidor, na comparação com 2000.
Em outro supermercado, o comprador Marcos Renato Lourenção diz que a linha natalina já está completa. Segundo ele, a previsão é de que as vendas de dezembro alcancem resultados superiores aos do ano passado. As compras de produtos natalinos feitas junto aos fabricantes ficarão entre 10% e 20% acima do volume adquirido em 2000, nesse mesmo período.
Lourenção diz que o custo das mercadorias compradas pelo supermercado está em torno de 15% mais alto este ano. Na avaliação dele, o aumento de preços aos consumidores, na comparação com o ano passado, ficará na faixa de 5% a 10%. Mesmo com todas as dificuldades impostas pelo cenário econômico brasileiro deste ano, Lourenção diz que a previsão do supermercado é de que as vendas de dezembro superem em torno de 5% os resultados do mesmo mês de 2000.
O dólar, o racionamento e o aumento do custo das embalagens resultaram em valores mais altos para os produtos natalinos. Mas, a nossa previsão é de que as vendas sejam melhores este ano, na comparação com dezembro do ano passado, observa o comprador.
Linha completa
Em outra rede de supermercados, o gerente de marketing, Roberto Lourenço, diz que a linha de produtos natalinos já está totalmente disponível ao público em todas as unidades da empresa. Apesar dos custos mais altos este ano, a previsão da rede é de, pelo menos, atingir um volume de vendas igual ao de dezembro do ano passado, com grandes possibilidades de crescimento.
De outubro para cá, temos registrado um movimento bem maior nas lojas da rede. Acredito que o impacto das crises esteja sendo assimilado e os consumidores estão se mostrando mais otimistas e confiantes. É muito provável que as vendas deste ano (dezembro) sejam maiores que as de 2000, avalia Lourenço.
Em relação aos preços, o gerente confirma a alta de custo dos produtos natalinos. Mas, Lourenço diz que, por se tratar de uma grande rede de supermercados, a negociação de preços com a indústria ameniza o impacto dos valores repassados aos consumidores. Sempre negociamos para conseguir os melhores preços aos consumidores, ressalta.
Mais aves
O gerente de compras de outra empresa, Paulo Sanches, diz que a previsão é de que as vendas de dezembro fiquem no mesmo patamar do ano passado, nessa época. Em relação aos preços, ele diz que, alguns produtos típicos da época de Natal, chegaram a aumentar 25%, devido às variações cambiais.
Esse seria o caso das frutas secas. Na linha de aves, o consumidor deverá encontrar preços em torno de 7% mais altos que no ano passado. As bebidas, ficam de 7% a 13% mais caras no mercado. As aves não foram muito afetadas pelas altas devido à grande variedade disponível no mercado, atualmente. Na linha de peru, existem cinco tipos diferentes. De chester, são sete tipos. Já os suínos, estão cerca de 13% mais caros, afirma Sanches.
Em outra rede de supermercados, o subgerente Sandro Rodrigues Pereira diz que, até o momento, apenas cerca de 10% do total dos produtos natalinos encomendados chegaram às lojas da rede. Mesmo assim, o consumidor já pode pesquisar preços de peru, pernil, champanhes, panetones e frutas secas.
De acordo com Pereira, o diferencial desta empresa são as cestas de Natal, que são comercializadas já prontas ou para o consumidor montar. No ano passado, havia um modelo de cesta a R$ 17,00. Este ano, provavelmente a cifra será outra. Quem deixar para comprar mais próximo ao Natal, poderá encontrar descontos especiais, já que a concorrência do setor norteia as disputas de preço.
Pereira afirma que a previsão da empresa é de vender entre 5% e 10% a mais este ano, em relação a dezembro de 2000.