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Museu Francisco Blasi, de Botucatu, entra em nova fase

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - O Museu Histórico e Pedagógico Francisco Blasi começa a viver uma nova fase, baseada principalmente na preocupação com a conservação e resgate do acervo histórico e cultural do município. O órgão, que permanece fechado desde a sua mudança para o atual endereço passou por uma grande reformulação nos últimos meses.

De acordo com Denise Cristina Peixoto Catunda Marques, que atuou como coordenadora do museu até o início de novembro (foi contratada para organizar o setor de educação Museu do Ipiranga em São Paulo), o atual local não é o ideal, mas é bem melhor do que o antigo, localizado na rua Monsenhor Ferrari. Além do prédio ser alugado, ele apresentava problemas graves, o acervo estava mal acondicionado e não havia espaço para organizar uma reserva técnica. O local era dividido com a Banda, a Orquestra e a Biblioteca, não contava com estantes e a sujeira era grande em virtude de não existir forro, explicou.

O trabalho de revitalização começou ainda no endereço antigo, com a organização do acervo. Atualmente, o Museu está instalado no Espaço Cultural, avenida Dom Lúcio, 755, contando com seis salas e área total de 300 m2. São cerca de 2 mil peças, entre fotos, objetos, móveis, documentos e livros separados entre exposição permanente e duas reservas técnicas. Também foi necessário a recuperação de alguns móveis e a aquisição de estantes e materiais para higienização e acondicionamento do acervo. As janelas receberam filme protetor e as portas foram substituídas.

Outra ação importante foi a capacitação de um funcionário, Luís Augusto Salgado, que participou de um estágio com especialistas do laboratório de conservação do Arquivo do Estado. Salgado faz agora o papel de agente multiplicador, repassando o que aprendeu aos demais colegas de trabalho. A capela de higienização, recém doada pelo Dema (Departamento de Museus e Arquivos do Estado de São Paulo), também ganhou um espaço específico.

Segundo Denise, ainda há muita coisa para ser feita. O importante é que o museu está caminhado para um padrão profissional, com o objetivo principal de garantir a preservação dos materiais da melhor maneira possível, concluiu. A expectativa é que o Museu Francisco Blasi esteja aberto a visitação pública no início do próximo ano.

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