Desde a histórica formação dos países no mundo, estes se mostravam preocupados em busca de produzir o máximo necessário, capaz de dar conta do consumo interno nos seus respectivos países, então existentes no globo terrestre. Não somente no mercado interno quanto no externo, capaz da geração de um mundo de produções específicas e ou especiais. Segundo os vários interesses dos consumidores, dispostos às trocas de bens econômicos entre si, ou no interesse de aquisições de produtos inexistentes em seus países de origem. Quando, além dos interesses dos próprios países, surgiu a grande parte dos chamados mascates. Estes, tipo de comerciantes se aventuravam ao mar levando mercadorias supostamente vendáveis, e ou até mesmo trocáveis, geralmente de produtos disponíveis às barganhas. Teria sido assim que - segundo a história primitiva - Marco Polo (1254-1324), viajante veneziano, numa de suas viagens à China teria levado a invenção da dinamite para o Oriente, e em troca, levara o macarrão para a Itália. Além de outros interesses comerciais ocorridos mais tarde, tal como o que aconteceu, segundo a nossa história. Isto é, a façanha (liderada sob o comando do navegador português), Pedro Álvares Cabral (1467-1520). Este, obtivera do rei o apoio dos 13 navios da frota mais poderosa já armada por Portugal, que balouçavam nas águas reluzentes do Tejo. Ali, o neto e bisneto de conquistadores, mais militar que navegador rezava, silente. Aos 32 anos, estava pronto para sua primeira missão em além-mar. Aguardava o ato oficial do Rei, incumbindo-o de mascatear na Índia, reino das especiarias conhecidas e reclamadas no comércio português. Tal era a esperança, que - no mar - vibravam as trombetas, atabaques, tambores e gaitas, como registrara uma testemunha do memorável dia. Esperançosos, pela confirmação de que há oito meses antes, chegara àquele mesmo porto a diminuta frota de Vasco da Gama (e suas três caravelas)... . que desvendara, enfim, a rota marítima que conduzia à Índia, seguindo o rumo Oeste. As preocupações de ir e vir para os países de então, eram geralmente processadas: 1) Primeiro teria sido pelos próprios países que necessitavam os produtos e não conseguiam produzi-los, fosse por falta de matéria-prima ou por falta de mão-de-obra especializada e ou equipamentos. 2) Pelo surgimento dos famosos mascates de então (sob seus próprios riscos), cuja finalidade residia no exercício da troca de bens econômicos necessários à população e incluindo - especialmente - as novidades produzidas no exterior. Ambas as formas, porém, tornaram-se vítimas da pirataria Prática criminosa que acompanhou as rotas comerciais marítimas desde a Antigüidade .... Durante a Idade Média, os viquingues praticavam a pirataria em todos os mares europeus. A criação dos Impérios Espanhol e Português no além-mar, durante os séculos 15 e 16 foram tentações irresistíveis. O declínio, entretanto, da nefasta e odiosa safadeza marítima, somente teve início no século 18; ainda teriam ocorrido algumas durante os séculos 19 e até há pouco, no século 20.
Felizmente, nos dias presentes, os países em geral, são livres no intercâmbio do Comércio Internacional. Remetem com segurança suas mercadorias produzidas e negociadas, ou buscam as adquiridas em qualquer país reconhecido para o comércio marítimo ou aéreo, segundo o Acordo Geral de Tarifas e Comércio (Gatt). É assim que os países capacitados às exportações e importações lutam ferreamente na busca de uma balança comercial positiva, isto é, exportar mais do que importar em quantidade monetária internacional. Uma situação favorável que atualmente vimos conseguindo atingir no Brasil, o saldo recentemente alcançado na balança comercial. O ocorrido se deve ao declínio das importações na segunda semana deste mês, com um superávit, que relativamente ao saldo do ano - embora possa, em parte ser creditado à crise mundial - se mostrou positivo em US$ 1,711 bi. Em face do (leve progresso), que entretanto suscita um halo de tendência de reabilitação progressiva, teriam acordado o governo a incentivar as exportações do país. Acontecendo, esperamos, chegar ao patamar mundial de país exportador; é o que importa...
(*) José Almodova é M. Sc. em Projeto, Arte e Sociedade pela Unesp-Bauru. É jornalista e colaborador do JC. E-mail: almodova@ig.com.br