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História de Pescador: Cuidado com a "traia" de almoço!

Fernando Alvarez
| Tempo de leitura: 3 min

Os amigos sabem que pescar é uma aventura e tanto, principalmente quando levamos a tão esperada traia do almoço, alguns querem sempre levar lanche, sabe como é né! Aquele pão com mortadela e aquele guaraná quente, daquele que você fica lembrando dele o dia todo, mas enfim, o gostoso mesmo é, além da pescaria, comer uma picanha fatiada com alho, um arroz bem temperadinho, um tomatinho com cebola e por aí vai.

Nesta pescaria, onde os companheiros que faziam parte, Marcelo (Orlando Orfei) Paulo Henrique (Rick), Pavanato, Matheus (Chuliquinha) e Alvarez, pescavam em um rio pra frente de Pirajuí, terra natal do Pavanato, aquele que reclama de tudo, até da cor do arroz, que é branco.

Na beira do rio havia algumas formigas, que insistiam em invadir a nossa traia de almoço, e logo as idéias começaram a aparecer e os parpiti também, tudo para podermos resolver o problema, sem contar que peixe que é bom, nada!

Logo saiu a brilhante idéia de amarrarmos toda a tralha e içá-la para o alto da árvore. Imaginem aquele peso todo, bebida, carne, arroz, temperos e tudo o que havia, foi para cima com uma corda passada na forquilha de um grande angico, que ali havia.

Tudo bem, até aí, quando de repente, a corda se solta e o Rick corre para segurá-la, tentando evitar a queda, mas com o peso da traia e aquele tranco, o Rick subiu e a traia desceu, só que os dois se encontraram no meio do caminho, onde uma panela de ferro, que estava na traia, bateu na sua nuca, fazendo voar a tampa para o outro lado, sem contar que ele ficou lá, em cima da árvore, enquanto a traia caía segura numa moita de murici.

Quando o Marcelo foi tirar o Rick de lá, se enroscou na corda e caiu da árvore, só que a corda ainda estava amarrada na traia, que subiu e os dois se encontraram no meio do caminho, sendo que uma garrafa de refrigerante bateu nas suas costas, deixando um vergão parecendo uma chicotada, tivemos até que passar arnica com álcool, que sempre levo nas minhas pescarias. Aquilo era só risada, mas o pior ainda estava por vir, se é que ainda tem algo pior que isso. Quando o Marcelo chegou no chão e fomos levantá-lo, a corda se soltou da sua mão, vindo a traia a cair novamente, pegando nas costas do Pavanato, bem na região do rim, fazendo ele perder o fôlego, no rebate, a traia descansou no meu ombro, fazendo nós todos cairmos de rir e de susto. Com a traia em terra, pudemos então começar, ali, nosso almoço antecipado, enquanto o Chuliquinha Matheus fisgava duas piavas de bom tamanho, salvando assim a pescaria dos marmanjos que se acertavam com a traia de almoço. Como a pescaria era esportiva, o Matheus soltou as duas piavas para dentro do rio.

Quando sentimos falta da panela, vimos que ela tinha caído dentro do rio e adivinhem o que tinha dentro dela!?

Peixe?? Não!!!!! Somente água barrenta, da beirada do rio, he he he!!!

Mas tudo pode acontecer numa pescaria, não é verdade!?

Amigos, vamos nos conscientizar, porque logo não poderemos mais pescar, a não ser em pesqueiros. Quando sairmos para pescar nos nossos rios, vamos praticar o pesque e solte, a natureza agradece! E o prazer é dobrado ao ver o peixe voltando para o rio. Experimente!

Fernando Alvarez é pescador e acredita na conscientização dos pescadores.

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