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Redação
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Quadro à vista

Bauru fechou a semana com um quadro eleitoral bem mais definido do que quando iniciou. A cidade já tem pelo menos seis candidatos a deputado: Caio Coube (federal) e Pedro Tobias (estadual), ambos pelo PSDB; Eliane Fetter Telles Nunes (federal) e Raul Gomes Duarte Neto (estadual), do PPS; Roberto Purini (federal) e seu filho Renato Purini (estadual), pelo PV.

Uma dúzia

Certamente, disputarão também a eleição o deputado Carlos Braga (PTB), Tuga Angerami (PSB), a presidente do PT, Estela Almagro, e um candidato do Partido Liberal (PL), que pode ser Natan Chaves. Tidei de Lima não diz sim nem não, por ora, e o PMDB ainda pode ter outros nomes. Portanto, elevam-se para onze ou doze os pretendentes.

Pulverização

É evidente, democrático e lógico que todos os partidos tenham o direito e até o dever de buscar as vagas nas casas de lei. Porém, vai ficando cristalino que a cidade e região se deparam, novamente, com uma pulverização de candidaturas, que dividirão os votos, limitando as chances de representação.

Pára-quedistas

Será preciso o eleitor bauruense prestar muita atenção na viabilidade de cada um e, acima de tudo, não se render a promessas de candidatos pára-quedistas. Não é uma defesa do provincianismo (até porque Bauru é bem cosmopolita), mas um alerta contra políticos que chegam a montar comitês por aqui, levam centenas ou milhares de votos e depois desaparecem.

Omissão total

O último Orçamento da União é um exemplo disso. Apenas o deputado federal José Aníbal apresentou uma emenda que poderia resultar em algo concreto para a cidade. Também não se trata da defesa de deputado que só faz o varejo, uma vez que seu papel maior é legislar e fiscalizar o Poder Executivo, mas é seu dever pelo menos dar satisfações a quem o elegeu.

Fuga de votos

Em paralelo à multiplicidade de candidaturas, ocorre um fenômeno cada vez mais determinante: o voto classista, aquele direcionado ao representante da classe profissional ou da religião à qual o eleitor pertence, mesmo o candidato não sendo da cidade. Estes e os votos levados pelos pára-quedistas chegam a representar até 60% da votação válida local. É muita gente para dividir 200 mil votos.

Satisfeito

O vereador Edmundo Albuquerque (PPS) desmente que esteja de cara feia ou chateado por que não foi escolhido candidato de seu partido. Ele participou do ato na Câmara que definiu as candidaturas de Raul e Eliane e garante que ambos terão seu voto e trabalho. Desde o início do processo disse ao partido que não tinha a intenção de ser candidato, afirma. Ele afirma estar em sintonia com a Administração, também.

Não é arquivo

O vice-prefeito Dudu Ranieri (PFL) disse que achou uma brincadeira o pedido que lhe fez o presidente da CEI do DAE, Paulo Madureira (PPB), sobre posse de documentos da autarquia. Nunca ninguém falou que eu tinha papéis em meu poder. Dudu afirmou, ironicamente, que não é um arquivo ambulante de documentos. Na edição de ontem saiu grafado, aqui, erroneamente, arquivador ambulante.

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