Paulo Neves foi muito além do que podíamos esperar na rescisão de um contrato de trabalho. Em sua carta, publicada na edição de quinta-feira (29/11), do JC, ofendeu pessoas que prestam valioso serviço à Administração e elogiou adversários. Não temos aqui uma filosofia vingativa, mas se esta era sua linha de conduta, fica fácil imaginar que trabalhava em completa falta de sintonia com todos os demais órgãos da Prefeitura.
O fato de os poderes Executivo e Legislativo prestarem uma significativa homenagem a Celina Lourdes Alves Neves, sua mãe, dando o seu nome ao Teatro Municipal, foi medida muito justa, reconhecendo os seus méritos e o seu trabalho durante toda a vida. Nada mais impróprio do que tentar envolver ou confundir uma situação com outra, mesmo porque até mesmo quando se considera o grau de parentesco, cada personalidade deve ser vista e considerada em separado uma da outra.
Quanto à Chefia de Gabinete, o que Paulo Neves fez inserir em sua carta destoa completamente do diálogo que mantivemos sobre a exoneração. Antes de nossa decisão final, vale lembrar que o missivista pleiteava para si o cargo majoritário da Secretaria Municipal de Cultura, não se importando, nessa trajetória, em manter péssimo relacionamento com os demais colegas de trabalho, razão primordial de sua exoneração.
Já da parte da equipe da Secretaria Municipal de Cultura, temos a dizer que há vários equívocos nas considerações que o sr. Paulo Neves fez em sua carta. Primeiramente, as funcionárias, agentes culturais denominadas de as chefetes, fazem parte de uma equipe que tem de 7 a 16 anos de trabalho neste órgão municipal de cultura, todas elas concursadas. Têm competência e foram convidadas a continuar ou a ocupar cargos de chefia na SMC, mesmo com as muitas mudanças políticas pelas quais passou a Administração nos últimos anos.
A confiança e o respeito que o sr. Prefeito Municipal creditou ao trabalho realizado pela SMC, inclusive nomeando para o cargo de secretário um funcionário de carreira, desmonta a tese de politicalha naquele local. Foram nomeadas não por terem pais ou parentes influentes na área política ou cultural na cidade, como prega a velha maneira de se fazer política em nosso País, essa sim coronelista.
O trabalho a ser realizado é grande, a atuação da SMC cresce a cada dia e os profissionais que venham a se somar ao trabalho, sempre serão benvindos. Dissemos profissionais! O hábito de tirar proveito de cargos de confiança e o uso antiético do ambiente de trabalho em benefício próprio não são próprios desses funcionários, comprometidos com a missão realizada dentro de um órgão público.
Apenas para informar, gostaríamos de ressaltar, neste momento, um projeto realizado pela SMC, o Santo da Casa, que apresenta grupos de teatro da cidade e que teve casa cheia em suas 11 edições neste ano, mostrando que temos muita gente competente fazendo teatro nesta cidade. (Antonio Sérgio Marsola, Chefe de Gabinete, e equipe da Secretaria Municipal de Cultura)