Geral

DIG esclarece morte de rapaz achado semi-enterrado

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A morte de Roger Estevar da Silva Rodrigues, 20 anos, ocorrida no dia 20 de julho deste ano, está praticamente esclarecida. O acusado de ter efetuado os disparos contra ele, Sidney de Oliveira Silva, 22 anos, conhecido por Gaiola, está preso, assim como Moisés Barbosa do Nascimento, 23 anos. O terceiro envolvido, cujo nome não foi divulgado para não atrapalhar as investigações, continua foragido.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru desde o desaparecimento da vítima. Uma coincidência fez com que Moisés fosse localizado na cidade de Uberaba (MG), o que culminou com o esclarecimento parcial do crime. Em seu depoimento, Moisés Nascimento acusa Gaiola de ter matado Roger. De acordo com ele, na noite do dia 20 de julho, ele e Roger, que era seu amigo e vizinho, saíram juntos com destino a uma pizzaria na Vila São Paulo.

Moisés disse que saiu para buscar sua mulher, e quando retornou encontrou Gaiola na pizzaria. Gaiola, que estava com mais dois rapazes, teria pedido a Moisés e a Roger para que o acompanhassem a uma borracharia na rodovia Bauru/Iacanga. Como a borracharia estava fechada, Moisés disse que decidiu voltar, porém Gaiola teria mandado eles seguirem e mais adiante atirado contra Roger. Fiquei com medo, ele tem fama de matador, disse Moisés. Ele (Gaiola) disse que o bagulho estava mais à frente. De repente, ouvi os disparos e viu a cabeça do Roger caindo para o lado, contou.

Segundo Moisés, foram feitos mais dois disparos - um deles teria atingido o pára-brisa do veículo. Ele apontou a arma para mim e disse que ia me dar um boi (oportunidade) porque eu tenho família, contou. O corpo da vítima teria sido jogado em uma vala à margem da rodovia Bauru/Iacanga.

Antes de jogar o corpo da vítima, Gaiola teria disparado mais alguns tiros. Os quatro teriam retornado a Bauru, onde Gaiola procurou um terceiro envolvido e teria recebido R$ 180,00 em dinheiro, ficando claro que o mandante teria que pagar mais R$ 400,00.

Segundo Moisés, Gaiola teria mandado-o retornar para Bauru, onde o carro foi limpo. Ficamos em uma casa, de onde Gaiola saiu com uma moto e retornou dizendo que já havia enterrado o corpo. Fiquei preso ali. No dia seguinte, o pára-brisa do carro foi trocado e Gaiola mandou eu seguir com duas garotas para Iacanga, disse.

Em Iacanga, Moisés Nascimento teria dormido no carro com duas garotas desconhecidas. Policiais militares da cidade desconfiaram de que algo estava errado e na abordagem constataram que o carro, um Passat, placas BPV 7953, de Bauru, não estava licenciado. O veículo foi apreendido.

Após o crime

Moisés Nascimento contou à Polícia Civil que retornou para sua casa e decidiu fugir de Bauru. O Gaiola tinha prometido me matar se eu abrisse a boca. Fui para Uberaba e minha mulher para São Paulo, na casa de parentes, revelou. No último dia 22 de novembro, Moisés foi detido em Uberaba porque havia agredido uma pessoa e o delegado da cidade pediu informações sobre ele à DIG de Bauru. O titular da DIG, delegado J.J. Cardia, contou que, ao trazer Nascimento para Bauru, ele contou todo o caso.

De acordo com o delegado, Gaiola nega qualquer envolvimento no crime, mas sua prisão temporária por 30 dias foi decretada pelo juiz da 3.ª Vara Criminal de Bauru. Estamos investigando para localizar o terceiro envolvido, mas o crime já está esclarecido, disse Cardia.

O primeiro boletim de ocorrência do caso foi registrado pela família de Roger da Silva Rodrigues. Ele havia desaparecido. Dias depois, funcionários de uma empresa capinavam as margens da rodovia e encontraram o corpo semi-enterrado. A vítima estava com as mãos para fora da terra.

O corpo foi identificado e iniciou-se as investigações, segundo Cardia. Sabia-se que ele havia saído com Moisés Nascimento no dia de seu desaparecimento. Ele foi procurado e não foi encontrado, ninguém sabia onde ele estava. Quando ele foi preso em Uberaba, fomos buscá-lo, disse.

Comentários

Comentários