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Dise apreende 21 porções de crack

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Além do crack, os policiais também apreenderam três tijolos de maconha em uma casa localizada na favela São Manoel.

O tráfico de entorpecente da região Noroeste da cidade sofreu uma de suas maiores quedas com a apreensão de um quilo e meio de maconha e 21 porções de crack. Os entorpecentes estavam no interior de um barraco da favela São Manuel e eram comercializados especialmente para jovens daquele área da cidade. R.B.O (nome preservado pela Lei 6368/76), 21 anos, foi autuado em flagrante por tráfico.

A movimentação no local era algo de anormal, constatou a equipe de investigação da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), de acordo com o titular José Henrique Gomes dos Santos. Segundo ele, o comércio de drogas levava cinco pessoas por hora à favela, a maioria jovens.

O caso vinha sendo investigado há uma semana. A localização do barraco dificultou a observação e a equipe de investigação foi obrigada a utilizar equipamentos para constatar o tráfico.

O levantamento detalhado do local deu subsídios para que a Dise solicitasse o mandado de busca para, na hora certa, cumpri-lo, de acordo com o delegado. Ontem, a equipe de investigação foi para o local e na cozinha, entrada da casa, encontrou duas sacolas com várias porções individuais de maconha, embaladas e prontas para serem vendidas. A droga estava embaixo da pia.

No quarto, havia dinheiro e porções individuais de crack, embaladas para venda. Os tijolos de maconha e oito pedras de crack maiores, com cerca de cinco gramas cada uma, estavam acondicionadas em um cesto. O delegado frisa que cada pedra de crack com cinco gramas de peso pode dar origem a 15 pedras pequenas ou porções individuais.

Uma balança e R$66,00 em dinheiro, em notas de R$1,00 de R$5,00 e R$10,00, foram apreendidas no local, configurando que o comércio estava ativo. Documentos de terceiros, também foram encontrados na residência. Posteriormente, a polícia constatou que a documentação era produto de furto, embora a mulher do acusado alegasse que havia achado na rua.

A maior parte da maconha apreendida estava em formato de três tijolos. Mas havia 56 pacotes pequenos com porções suficientes para confeccionar pelo menos dois cigarros da droga.

As 8 pedras maiores de crack dariam origem, cada uma, a pelo menos 15 pedrinhas para uso individual. Outras 13 pedras de crack foram apreendidas, embaladas para venda.

A venda e distribuição da droga, segundo o delegado José Henrique Gomes dos Santos, era feita para pessoas da cidade toda, porém os maiores consumidores estão na área Noroeste, com acesso mais fácil. O comércio no local era muito movimentado, além do normal. Localizamos o ponto de venda com ajuda da população que denunciou.

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