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QUE COISA FEIA, CORONEL!

Paulo Roberto Alves Neves
| Tempo de leitura: 2 min

Nada contra o grupo Ato e muito menos Beth Benetti, Julio Hernandes e Carlos Batista. Nada contra o Até Amanhã, Tudo Bem. Um dos espetáculos e um grupo de excelentes qualidades. Muito bem dirigido pelo Carlos Batista. Nada contra! A questão não é essa! Coisa feia fez a Secretaria de Cultura, neste final de ano: já tinha escolhido o Grupo Ato, como Melhor do Ano (matéria do JC), em outubro ou setembro, sendo que faltavam ainda peças de valor como a do Adib Axcar Jr, Reinaldo Fusco, Pedro Ribeiro, entre outros, para apresentarem-se no Teatro. Fico pensando: e os grupos que batalham pensando até que é sério o projeto Santo de Casa e na hora H as cartas estão marcadas. Que coisa feia, Coronel! E a ética? E o estímulo aos grupos bauruenses? E a luta que todos normalmente têm para apresentarem-se, apenas um dia, uma esmola, no Teatro, que é Municipal! Fico pensando: até na Cultura tem essa politiquinha suja de apadrinhados, onde pessoas sem nenhum tato mandam e desmandam sem o menor respeito para com os grupos de teatro, dança e outros. Senhor prefeito: as pessoas que estão no cargo da Cultura são fraquinhas e de pouca ética, não tem Lei de Responsabilidade Fiscal para elas...

Em tempo: já estão correndo na cidade listas para retirar o nome da Professora Celina Lourdes Alves Neves do Teatro Municipal. Ela não merece! Já falei com o vereador Clemente Rezende. Os próximos? Vereador José Humberto Santana e Paulo Madureira. Senhor Omar, para terminar, desculpe-me, mas a minha mãe tinha ética, vergonha, extremamente leal com os amigos e não tinha inveja e muito menos ciúme desse ou daquele... Nunca pediu a cabeça de ninguém e o certo era certo! Nada de traições. Desculpe-me, mais a luta vai continuar, posso até perder, mas... (Paulo Roberto Alves Neves - jornalista, professor de História e Teatro - RG. 3.977.902)

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