Geral

Apesar da guerra, movimento da Eadi-Bauru teve crescimento

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

O mês de novembro apresentou o segundo melhor resultado em toda a história da Estação Aduaneira Interior - Eadi-Bauru -, administrada pela Companhia Paulista de Armazéns Gerais Aduaneiros Exportação e Importação (Cipagem). Wilson Batista Souto, presidente da Cipagem, revela que entre exportações e importações foram movimentados US$ 6,893 milhões e 2,744 mil toneladas de mercadorias. Melhor resultado ocorreu em junho, quando a movimentação financeira foi de R$ 6.987.979,65, num total de 2,745 mil toneladas (leia quadro).

O movimento de novembro foi 79,87% superior aos US$ 4,253 milhões de agosto, mês anterior aos atentados terroristas aos Estados Unidos e 57,27% acima dos US$ 4,383 milhões de setembro, quando se alimentava a expectativa de que o comércio exterior teria um resultado ruim.

No acumulado de 2001, até novembro, a Eadi-Bauru movimentou 28,358 mil toneladas de mercadorias, num total de US$ 60,156 milhões, entre importações e exportações. Se separamos cada um dos segmentos, as importações responderam por 19,533 mil toneladas em mercadorias, num total de US$ 46,364 milhões. O volume de exportações foi de 8,825 mil toneladas, correspondentes a US$ 13,791 milhões.

O presidente da Cipagem diz que problemas com as cargas que vinham pelo transporte aéreo, após 11 de setembro, durante cerca de 15 dias. Porém, as cargas marítimas, que são a maioria, continuaram fluindo, evitando que o resultado apresentado pela Eadi-Bauru tivesse uma redução.

Souto ressalta que o resultado de novembro foi surpreendente pelo lado positivo, pois além dos eventos de setembro, o dólar estava alto e houve o problema da energia elétrica, que poderiam ter provocado problemas no fluxo do mercado exterior.

Souto disse que a procura pelo transporte férreo foi tão intensa será necessário a ampliação do terminal da Eadi-Bauru para poder operar mais de uma composição de cada vez. Então, até fevereiro, será feito isso porque já há uma saturação, ou seja, a chegada e saída de cargas pela ferrovia superou as expectativas iniciais.

Em agosto, a Eadi-Bauru recebeu 30 proposta para essa modalidade de transporte, da qual sete se concretizaram. Em novembro, o total passou de 100. Se tiver que pegar esse volume, não tenho condições de fazer nesse desvio que tem hoje. Precisaria aumentar o espaço para caber mais uma composição, afirmou.

Souto acredita que há uma tendência de incremento no comércio exterior, já que o câmbio do dólar vem tendo um comportamento de queda, que pode favorecer. Para ele, o ideal é que ocorra uma estabilização na média, pois não seria favorável nem um patamar muito alto nem um patamar baixo da moeda norte-americana.

Nesta semana, o presidente da Cipagem esteve na Bolívia em reuniões com empresários e pessoas ligadas ao setor ferroviário. Segundo Souto, os bolivianos classificaram o desvio ferroviário da Eadi-Bauru como o melhor terminal existente na ferrovia brasileira, em razão da estrutura disponível para o tratamento da carga.

Pela apresentação feita, os bolivianos disseram, segundo o presidente da Cipagem, que só vão operar com o terminal da Eadi-Bauru.

Comentários

Comentários