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Viva Verdi, um grito de guerra

Por Hélcio Pupo Ribeiro | Especial par
| Tempo de leitura: 1 min

Em dois textos, o professor e crítico de arte Hélcio Pupo Ribeiro comenta o legado de Giuseppe Verdi à luz do seu primeiro centenário, confira a primeira parte

Segundo vários musicólogos, é costume dividir a obra de Giuseppe Verdi (1823-1901) em três períodos: o primeiro é o de um aprendiz de boa vontade, seguindo modelos estabelecidos por Donizetti e Bellini. Procura definir sua personalidade e estilo musical. O segundo estágio rendeu-lhe as primeiras óperas célebres, destacando-se Il Trovatore e Aida, obras muito ricas em qualidade musical e inspiração melódica, num esforço admirável no plano de interpretação com grande unidade entre libreto e música. O terceiro revela novos limiares. Nesta fase, produziu apenas duas obras: Otelo e Falstaff, as maiores de sua importante carreira, baseadas em Shakespeare. É um brilhante compositor lírico, dos maiores gênios dramáticos a história da ópera. (David Ewen).

Ele nasceu em Roncole, província de Piacenza, Itália, às 8 horas da manhã do dia 12 de outubro. Foi registrado com o nome de Joseph Fortunin François Verdi, porque Piacenza estava ocupada pelas tropas de Napoleão e era, então, considerada território francês. Nesse mesmo dia, às 9 horas, recebeu na pia batismal o nome de Joseph François Verdi. Estavam presentes seus pais Carlo Verdi e Luiza Utini.

Em 1825, tocava órgão na igreja local, ainda um menino de 12 anos. Com 19 anos é recusado por imaturidade no Conservatório Musical de Milão, e passa a estudar com o professor Lavigna. Em 1836, desposa Marguerita Barezzi. Três anos após termina Oberto, Conde de San Bonifacio, sua primeira ópera, apresentada em novembro de 1839. Um fiasco. Tinha 20 anos.

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