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O Brasil no Pisa,

José Almodova
| Tempo de leitura: 3 min

Queira Deus que me engane, mas creio que o tempo em que nossas crianças (em fase de alfabetização escolar), e que muito cedo descobriam o interesse e até o gosto pela leitura, acabou há muito. As clientelas, geralmente dentre os meninos, buscavam ler as histórias das competições humanas, retratadas nos álbuns de figurinhas (mais tarde, com fotos e desenhos dos então craques de futebol), teriam sucumbido. Isto é, a ingenuidade foi substituída por todos tipos de leituras e fotografias voltadas para o sexo, complementadas pelos filmes cinematográficos, remanescentes dos cinemas quase em extinção.

Para completar (com a presença da televisão a partir da década de 50 e por volta dos fins dos anos 60), surgiram os brinquedos na televisão, videos games e etc. Estes se incumbiram de entreter as crianças, cujas facilidades de absorção no manuseio dos brinquedos se tornou vícioso; incluindo também alguns adultos, muitos dos quais viciosamente competiam com os menores.

As crianças trocaram seus estudos caseiros pelos brinquedos eletrônicos de fácil aprendizagem, visando o entretenimento e sacrificando a dedicação às leituras e tarefas de casa, exigidas pelos respectivos professores e pais, cobrando-lhes as obrigações escolares. Na seqüência (um deus nos acuda), dado que a juventude foi tomada de assalto nos seus redutos pela curiosidade ainda infantil. Hoje, na preocupação de atingir a educação real (esclarecendo a formação e presença do organismo humano), houve-se por bem complementar definitivamente a educação pondo por terra a curiosidade, em função da cultura sexual ministrada através das escolas de ensino médio.

Um perigo incluso sob preocupação profícua; em face das doenças sexuais transmissíveis, atingido a humanidade, embora curiosamente, o tempo médio de vida humana haja segundo nota não-confirmada crescido cerca de 2,6% dentre ambos os sexos, com irrisório predomínio dos homens relativamente às mulheres.

Entrementes (devo esclarecer que não é específica a afirmação anterior que nos traz ao presente assunto), mas o que diz respeito ao título do presente artigo (O Brasil no Pisa, falta de leitura e ministro Paulo Renato de Souza). É que os argumentos que se sucedem (como veremos), podem ser repensados como acontecimentos mundiais notáveis, a partir do final da Segunda Guerra Mundial (1945), período em que o mundo viveu momentos de surpresas nos últimos 60 anos, do século 20.

Sob o crescimento tecnológico mundial, em 1953 a televisão chegou ao Brasil; em 1969 os astronautas americanos chegaram à Lua com: Neil Armstrong e Edwin Aldrin pisando no solo lunar. A Internet surgira na década de 60 talvez recebida como exemplo de liberdade comunitária; a implantação definitiva do telefone celular ocorrera em 1977. Comprova-se que não foi tão impossível aos nossos jovens, estudantes com 15 anos na rede pública e particular de ensino de 32 países, serem avaliados pelo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), participando da evolução da história moderna. História esta, melhor vista que a antiga, cujos meios noticiosos hajam chamado a atenção (adotando o destaque em negrito). Curiosamente, porém, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 28 países que a entidade congrega, mais quatro emergentes Brasil, México, Letônia e Rússia.

Convém notar que a pesquisa no Brasil avaliou o desempenho nas áreas de: ciências, leitura e matemática, para uma clientela de cerca de 5 mil alunos no ensino fundamental e médio. Oportuna participação significativa de parceria, até pela presença de países emergentes, lembrando o Brasil. Nas primeiras colocações couberam: à Finlândia com 546 pontos e ao Canadá. Dentre os emergentes citados, o México alcançou 422 pontos; o Brasil 396 (segundo consta), por imprecisões e dificuldades na tradução.

Particularmente entendo que a experiência foi importantíssima, especialmente por avaliar nossos jovens na competição com os alunos do primeiro mundo, no mesmo patamar de seus equivalentes, a: Polônia, Grécia e Rússia. Tem razão o ministro da Educação, Paulo Renato Souza (capaz de manifestar-se que esperava pior resultado); tranqüilo, o ministro asseverou: Não é que o ensino seja ruim. É que há muita repetência. Fico por aqui...

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