Nem todos os estabelecimentos de saúde de Bauru são vistoriados pela Vigilância Sanitária. De acordo com Maria de Lourdes, falta recursos pessoais. O governo estadual não estaria repondo os funcionários aposentados e transferidos, por exemplo. Nós não conseguimos atender ainda 100% da cidade de Bauru, diz.
A meta do Estado, de acordo com a engenheira, é a municipalização dessas ações. Nosso papel, hoje, é trabalhar com o município. Temos que fazer os treinamentos com os profissionais do município.
A legislação recente e a conseqüente necessidade de treinamentos para adequação dos procedimentos de fiscalização seria outra dificuldade enfrentada pela Vigilância Sanitária.
A prioridade da Vigilância são as ações de alta complexidade, como hospitais, hemodiálise, bancos de sangue, laboratórios de análises clínicas, patológicas, serviços de tomografia e quimioterapia. Esses nós atendemos 100%, garante.
Maria de Lourdes ressalta que, desde 2000, algumas ações da Vigilância Sanitária Estadual já estão municipalizadas. Bauru já está habilitada a desempenhar fiscalização em atividades básicas, como consultórios médicos que não realizam procedimentos invasivos, como curativos, suturas e cirurgias.