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Centrinho oferece residência médica

Redação
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O hospital possui, atualmente, quatro médicos em especialização em otorrinolaringologia. Curso tem duração de 3 anos.

Iniciado em março deste ano, o curso de residência médica em otorrinolaringologia do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, o Centrinho, possui atualmente quatro alunos, que são profissionais em especialização nas áreas de garganta, nariz e ouvido. O curso possui um programa, com duração de três anos, que visa a formação clínica e cirúrgica dos médicos.

São oferecidas, anualmente, duas vagas, no entanto, a demanda é superior. Neste ano, foram 18 inscritos, e a tendência é um aumento desse número. Segundo o coordenador do curso, Araken Carneiro, grande parte dos alunos vem de outros Estados, a exemplo de Mato Grosso, Paraná e Minas Gerais. Por ser um hospital referência na área de anomalias craniofaciais, o Centrinho possibilita a formação de um médico especialista, com experiência em fissuras labiopalatais e cirurgias para colocação de implante coclear (dispositivo eletro-eletrônico introduzido cirurgicamente na cóclea).

De acordo com o aluno Nelson Solcia Filho, só o Centrinho oferece a formação profissional nessas especialidades. Nós realizamos cirurgias e tratamento clínico em fissurados, portadores de deficiência auditiva e pacientes com anomalias congênitas, assegura. O curso favorece também o atendimento à comunidade de Bauru e região. No Ambulatório de Especialidades do Hospital de Base, são realizados 25 atendimentos diários e quatro cirurgias semanais.

Para obter o título de especialista em otorrinolaringologia, o médico deve cursar a residência médica, uma exigência da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia. No Centrinho, o programa de ensino reúne aulas teóricas e atividades clínico-cirúrgicas acompanhadas de preceptores. Os preceptores são otorrinolaringologistas que atuam na instituição. Além da formação profissional, uma das diretrizes do curso é o desenvolvimento do aspecto humano da profissão por isso, é intensificada a relação do médico com o paciente.

Ele frisa que o profissional possui, no Centrinho, uma importante oportunidade de conviver com a filosofia humanística do hospital. O diretor clínico, Luís Fernando Ribeiro, diz que é fundamental a formação não só para o mercado de trabalho, mas para a atuação em instituições públicas.

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