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BARBÁRIE NO AFEGANISTÃO

José Pedro Macéa
| Tempo de leitura: 1 min

Em nenhum momento reconhecendo qualquer mérito aos alucinados que planejaram e executaram a operação terrorista de 11 de setembro e que vitimou mais de 6.000 civis - o presidente Bush se escondeu, ficou 24 horas fora do ar, demonstrando toda sua valentia. Torna-se impossível silenciar-se perante as barbaridades que estão cometendo em nome da justiça.

A população do Afeganistão está sendo dizimada com a complacência mundial da mídia que estrategicamente tem dado pouca divulgação dos fatos.

Em rápido exercício de memória, afinal os acontecimentos são recentes, e apesar de toda censura que com certeza as notícias foram preparadas e divulgadas, ficamos sabendo que em um campo de prisioneiros todos talibãs foram mortos, após insurreição - eles não devem ter gostado da temperatura do ar-condicionado ou da sobremesa.

Agora, em nota dissimulada - publicada no rodapé do jornal - chega ao nosso conhecimento que apenas sete dos 100 prisioneiros sobreviveram após serem transportados por três dias em contêineres. 93 talibãs foram cozidos vivos.

Que maravilha!

Os líderes norte-americanos e seus aliados deixam Hitler, Mussolini, Idi Amim Dadá... com perfil de trombadinha tamanha as barbáries que vêm cometendo. E nada disso é enfocado com o devido peso, inclusive pela imprensa brasileira. A Casa dos Artistas, No Limite, o filho do Gugu (essa foi demais) isso sim é que importa.

República das Bananas!

Fiquem atentos, amanhã poderemos ser as vítimas desses criminosos se em algum momento um patriota eleito disser não a esses imperadores.

O patriota eleito tem que amar o povo. Os atuais políticos, em sua maioria, amam quando muito só o Brasil porque fazem dele a grande teta de suas vaidades e de acréscimos patrimoniais astronômicos. (José Pedro Macéa RG: 4.509.829-3)

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