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OLÁ COMPANHEIRO(A)

José Carlos Dias da Silva
| Tempo de leitura: 2 min

Você também deve estar notando que estamos atravessando um ciclo perverso de violência, corrupção, imoralidade e de perda de direitos; para o trabalhador é praticamente a volta à escravidão, à submissão total como ser humano. Desaprendemos a sorrir, a chorar, a sermos solidários, a dor do próximo, a fome, a miséria não sensibilizam mais; em nossos corações agora habitam o sofisma, a tirania, a hipocrisia graças a política solerte destruidora do Brasil; pela propaganda, diuturna, que ela faz, anestesia nossa consciência. Louvamos os grandes feitos técnicos, dominamos os espaços, subjugamos a natureza, clonamos criaturas, as religiões se digladiam em busca de prosélitos e, enquanto isso, desaprendemos a viver como irmãos, numa seqüência de vida justa e perfeita onde todos se realizam. Na atualidade, vencer é imperioso. Não se leva mais em consideração que a vitória para ser válida deve vir revestida de honra e glória, pudor viril que uma vez maculado empana o brilho, anula o seu valor. Mas, companheiro, acredito em um poder superior que, no momento crucial sempre intervém com a mesma lição: a da lagarta. Quando ela considera que seu mundo acabou, renasce como borboleta. Esse poder não nos julga por nossas quedas, ele nos julga pela maneira como nos reerguemos. É chegado, portanto, o momento de darmos um basta a isso que aí está, somos força, somos povo. Basta de miséria, basta de desemprego, chega de corrupção; temos duas armas, o voto e a palavra. Discuta o que o político fez de positivo para o povo como um todo, exclua as obras, as verbas pré-eleitorais, os apertos de mão, as visitas oportunistas etc. A pergunta chave é: o que você, como político fez que beneficiou a coletividade como um todo? A voz do povo tem o mesmo poder das trombetas que fizeram ruir as muralhas de Jericó, o voto o poder igual ao dos Anjos que destruíram Sodoma e Gomorra. Ele não é simples obrigação, é o Tribunal Popular que sanciona ou condena politicamente a quem aspira a um cargo eletivo. É importante votar em quem se possa cobrar! O ideal é que o candidato a qualquer cargo eletivo registre suas propostas (promessas) em juízo, assim poderia ser processado inclusive por quebra de promessa mas aí, será que... (José Carlos Dias da Silva)

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