O consumo de gordura em uma quantidade maior do que a capacidade do organismo em metabolizá-la, está relacionado ao desenvolvimento de doenças.
As gorduras, consumidas moderadamente, são muito importantes para a alimentação. De acordo com o médico endocrinologista, Álvaro Monttesi, comer uma quantidade de gordura maior do que a capacidade do organismo em metabolizá-la, pode causar o desenvolvimento de doenças, como a obesidade, e problemas cardiovasculares e a diabetes insulino-independente. O médico explicou por que as gorduras são essenciais à vida.
É fonte concentrada de energia da alimentação, produzindo nove calorias por cada grama metabolizada. Um pouco mais que o dobro quando comparada com os outros dois macronutrientes, proteínas e carboidratos. Constitui os fosfolipídeos de todas as membranas celulares e as lipoproteínas, substâncias responsáveis pelo transporte de gordura e colesterol no sangue. São precursoras de hormônios sexuais. São essenciais para o transporte das vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K).
A gordura na alimentação infantil
As gorduras, de acordo com Monttesi, são nutrientes encontrados em maior concentração nos alimentos de origem animal e nos óleos vegetais. "São as boas fontes de energia, ajudam a manter a temperatura do corpo, fazem parte da composição dos hormônios sexuais e participam da formação do sistema nervoso e, por isso mesmo, são importantes para o desenvolvimento da criança", explicou.
Ele disse que a Academia Americana de Pediatria não recomenda, como norma, reduzir a quantidade de gordura da alimentação das crianças e dos adolescentes, uma prática tão comum entre os adultos.
Fazer uma dieta pobre em gordura é uma prática que só pode ser feita depois de terminado o crescimento, explicou o médico.
Cortar parte das gorduras da alimentação da criança pode causar deficiência das vitaminas A, D, E e K e, até mesmo, retardar o crescimento e produzir menos proteínas.
Horário para comer
Será que existe um horário para comer e engordar menos? Há especialistas que recomendam fazer a última refeição do dia antes do anoitecer.
Depois desse horário todo o ritmo do organismo muda. Na realidade, o corpo e o metabolismo são regidos pelo ritmo circadiano ou ciclo de sono e vigília, como é mais conhecido, regulado pelo hormônio melatonina liberado à noite e depois de uma hora após o sono.
É como se as células estivessem descansando do período diurno, quando a produção de energia é mais intensa.
Para os seguidores desta teoria deve-se comer de acordo com o ritmo circadiano, pois a termogênese noturna influencia diretamente o peso corporal. Isso significa que, durante o dia, a necessidade de energia é determinada pela atividade. Já à noite, e à medida que as atividades vão diminuindo, a produção de energia acompanha o mesmo ritmo. Ou seja, ao escurecer deve-se fechar a boca ou escolher muito bem o que vai comer.
Caso contrário, o que sobra se transforma nas indesejáveis gordurinhas. Para completar: não é bom para o organismo digerir e absorver nutrientes ao mesmo tempo em que a melatonina está sendo produzida. E mais: logo pela manhã, quando acordamos, o aparelho digestivo está em melhor condição de fazer a digestão e captar os nutrientes, quando comparado com o período noturno. Daí a recomendação de tomar um bom café da manhã.
O que significam as cores dos alimentos
As cores dos alimentos são determinadas pela presença dos pigmentos. Trata-se de substâncias saudáveis que ajudam a prevenir o aparecimento de doenças e a proteger o organismo de doenças infecciosas. Por isso, escolher os alimentos pela cor é uma maneira de equilibrar a dieta.
As frutas, legumes e vegetais folhosos contêm vitaminas, minerais e fitoquímicos, substâncias que ajudam a equilibrar os radicais livres, que são responsáveis pelo envelhecimento precoce e até tumores.