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Mesas de Natal

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 4 min

Os dois pontos de maior atração na decoração natalina de qualquer casa são a árvore e a mesa onde serão colocados os deliciosos pratos da ceia. A decoração da mesa, em geral, acompanha os enfeites da casa, tradicionalmente com muito branco, vermelho, verde e dourado, as cores do Natal. O branco é a cor mais recomendada para as toalhas, pois realça a beleza dos pratos servidos e não compromete o visual contrastante por causa dos enfeites coloridos.

Na opinião da decoradora Clélia Molina, a decoração de Natal deve primar pela tradição, não só nas cores como também nos enfeites. Isso significa tirar dos armários e dos baús a melhor prataria, a porcelana e os cristais que durante o ano todo ficam guardados. A decoradora preparou, especialmente para o Caderno Ser, três sugestões de mesas de Natal com cores, estilos e materiais diferentes para agradar todos os gostos.

Rústico

Segundo Clélia Molina, é a mais rápida de ser montada. A toalha é de juta com a bainha desfiada, o prato antigo com sous-plat e porta guardanapo em madeira. Os cálices são de cristal e as lamparinas coloridas em vidro antigo. Os melhores enfeites nesse tipo de mesa são os tradicionais ramos e pinhas.

Dourado

O ouro ganha a cena numa mesa com a toalha adamascada dourada sobre linho branco com debrum também dourado. Os pratos são de porcelana inglesa e copos antigos de cristal. As flores vermelhas com detalhes dourados dão um charme especial à mesa.

Organizando a ceia

Assim como o Papai Noel e a árvore, a ceia do dia 24 de dezembro é uma tradição sem a qual não se pode passar no Natal. Essa refeição se torna ainda mais especial quando, como acontece em muitas famílias, é a única chance em todo o ano de rever parentes e amigos distantes. Um dos pontos altos da ceia de Natal é, claro, o cardápio da festa. A tradição pede que não faltem o peru assado, lombo ou o tender, o champanhe e as frutas secas. Os demais pratos ficam por conta dos organizadores da festa, que devem começar a se preparar com, pelo menos, duas semanas de antecedência. Alguns gostam de carneiro assado, outros preferem o bacalhau...

A primeira coisa a fazer, obviamente, é saber quantas pessoas vão estar em sua casa na noite de dia 24 de dezembro. De posse do número de convidados, a compra dos produtos vem na seqüência. Hoje em dia, entre familiares e amigos muito íntimos é costume haver uma divisão de tarefas e que algumas pessoas (ou mesmo famílias) se responsabilizem de fazer determinado prato ou trazer uma certa quantidade de bebida. É a maneira mais fácil de fazer tudo. Cada um traz um prato e não fica pesado para ninguém, recomenda a dona de casa Rosalina Stregga, cuja família, de mais de 30 pessoas, sempre reúne todos os anos no Natal.

A divisão de tarefas, além de mais econômica, é interessante porque cada pessoa (geralmente a mãe da família) pode levar a sua especialidade. Sempre fico de levar os doces porque sei fazer pavês e pudins que todo mundo na família gosta, conta a professora Fátima A. Gonçalves. De qualquer forma, é sempre recomendável combinar quem vai trazer o quê para evitar repetições.

Algumas pessoas preferem (e podem) organizar a festa sozinhas. Eu acho mais fácil fazer tudo sozinha e depois rachar as despesas com as minhas cunhadas e irmãs, revela a esteticista Sônia Cristina Tenório, que sempre realiza as comemorações de Natal e Ano-Novo da sua família em sua casa e, por isso, pensa em tudo sozinha. Ela recomenda, para quem quer fazer o mesmo, começar a organização muito antes da data para não haver imprevistos. Teve um ano que eu deixei para comprar as frutas em cima da hora e não achei mais nada que prestasse, lembra.

A forma de servir a ceia deve seguir o costume da casa. Atualmente, são raras as família que servem à francesa. O modo americano, no qual os convidados se servem sozinhos é mais prático. O ideal, nesse caso, é deixar a mesa principal para as comidas salgadas e os complementos e, numa mesa menor, colocar frutas, copos, bebidas e talheres. Na opinião de Clélia Molina, porém, o estilo americano de servir, apesar de prático não é tão próximo do Natal. Nessa noite a gente tem que se sentar com a família à mesa, comer junto, conversar. O Natal é uma festa da família, diz. (GC)

Fonte: Guias Femininos Nova Cultural - Receber Bem

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