A regente Sônia Berriel, diretora artística do Coral Arte Viva, disse ontem que se a Lei Veríssimo estivesse submetida a uma comissão de notáveis, a cidade poderia ter um impulso cultural.
Este ano, o Arte Viva conseguiu realizar um evento de corais, com grupos de outras cidades e Estados, após ter o evento aprovado pela Lei Rouanet, de âmbito federal. Berriel disse que, com apoio da lei, não teve dificuldades em viabilizar o projeto, fora a burocracia, que ela considera necessária em trâmites como este.
Para a regente, ainda que a lei federal funcione, a municipal merece investimento pelo fato de ela poder ser uma maneira de valorizar a cultura local. Uma empresa de fora, provavelmente não teria interesse em patrocinar o resgate da cultura popular de Bauru, por exemplo, afirma. Ela diz que a lei seria um instrumento para se fazer política cultural na cidade.
Eu vejo com ótimos olhos a retomada desta discussão. Acho que nós artistas precisamos estar atentos. Precisamos de mecanismos, porque quem trabalha com arte sofre muito. É mais que um trabalho, chega a ser uma missão, desabafa.