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Dona de casa acha corpo no quintal

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Marli Crispin quase entrou em pânico ao encontrar um rapaz morto com um tiro, uma facada e ferido na cabeça.

A dona de casa Marli Crispin levou um susto na manhã de ontem. Ela saiu no quintal de sua casa, na quadra 3 da rua Santa Beatriz, na divisa entre o Parque Paulista e o Ferradura Mirim, para tratar de uma galinha e deparou-se com o corpo de um homem morto do outro lado da cerca.

O corpo era de Sivaldo Rufino Ramos, 22 anos, pessoa bastante conhecida da polícia por ser acusado de envolvimento em vários tipos de crimes. De acordo com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru, Ramos estava envolvido em roubos - um deles a um motel -, a diversos furtos e em um homicídio ocorrido em janeiro deste ano.

A dona de casa acionou a Polícia Militar, que identificou o corpo. Segundo o Insituto Médico Legal (IML) de Bauru, Ramos foi morto com um tiro, uma facada e esmagamento da cabeça.

A investigação do caso está sendo feita pela DIG, que não antecipou qualquer informação para não prejudicar o trabalho. Sabe-se que por volta das 20 horas de terça-feira, a vítima teria tomado emprestada uma moto. Depois disso, ninquém mais viu Sivaldo Ramos no Ferradura Mirim, ao lado do local onde o corpo foi encontrado.

Pânico

Marli Crispin mora há um ano no bairro e lembra que quase durante toda a sua vida não passou por situação semelhante. Eu tinha acabado de acordar. Meu marido saiu para o trabalho e eu fui ao quintal quando deparei-me com o morto, contou.

A dona de casa disse que entrou em pânico. Foi um susto tremendo. Já faz mais de três horas que eu vi o morto e ainda estou tremendo. Senti medo e horror. A cena era chocante. Tinha massa cefálica para fora. Ele teve a cabeça esmagada, disse ela à reportagem logo pela manhã.

A mulher lembra que por volta das 2 horas da madrugada escutou alguns tiros e, em seguida, uma correria. Eu ouvi alguns tiros, mas não era aqui (perto de casa). Talvez mais para baixo, na mesma rua. Logo depois ouvi gente correndo. Os cachorros latiram, mas meu marido estava dormindo e eu não me levantei da cama, disse.

Ela garante que não ouviu barulho de carro ou moto deixando o local. Só ouvi passos de várias pessoas correndo, ressaltou.

Mais uma morte

O homicídio engrossa a estatística deste ano da Delegacia Seccional de Bauru, que abrange a cidade e mais 18 municípios da sub-região. Este crime é o de número 48, contra 46 ocorridos no ano passado e 60 no ano de 99.

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