Quando os preços se movem, eles apresentam dois movimentos, concomitantemente. Se estão subindo ou caindo, eles flutuam. Se estão parados, também flutuam. Digo flutuar no sentido de que os preços ficam oscilando entre um mínimo e um máximo, sem contudo romper tais limites. Uma ação, por exemplo, pode ficar parada entre R$ 5,00 e R$ 7,00 por alguns meses antes de romper os R$ 7,00 para encontrar nova barreira nos R$ 10,00, por exemplo. Se essa ação cai de R$ 7,00 para R$ 5,50, muita gente vende rápido sem compreender que se trata de um movimento normal, significando que a ação está viva, pulando. Ficam temerosos de que a cotação caia para R$ 4,00, R$ 3,00, R$ 2,00. O normal seria cair até R$ 5,00. Nenhuma ação sai de R$ 1,00 para R$ 10,00, direto. Ela recua, mas sempre subindo. É como o jogador que recua para chutar a bola com mais força, ou a bailarina que se abaixa para dar um salto. Numa tendência altista, as ações recuam para dar saltos maiores. Numa tendência de baixa, elas corrigem para cima e depois caem com mais vigor. Nenhuma notícia nos dará os pontos de compra e venda. Precisamos ver o volume financeiro, a quantidade de ações negociadas e o número de negócios. Os tubarões podem plantar notícias. Se temos uma notícia não muito boa sobre certa empresa e notamos um volume financeiro comprador muito bom, podemos dizer: Ha-ha. Querem me enganar! De olho nos números, como que seremos os diretores do teatro, cuja atriz principal é a ação. Enquanto a sala estiver lotada para vê-la, o espetáculo continua. Quando a sala começar a ficar vazia, urge que tiremos o espetáculo de cartaz. (Júlio Diogo - 232-1745)
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