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OS ENFEITES DO NATAL

Izabel Ramos
| Tempo de leitura: 2 min

Ruas e casas cheias de luzes, o tradicional pinheirinho enfeitando a sala, a igreja ou até praça, cheio de bolas de várias cores, anjos, brinquedos, velas... Compra-se presentes para todas as pessoas a quem se está ligado - de onde vêm todos esses costumes?

A maioria dos enfeites é de origem bem antiga. Alguns até já eram usados antes da chegada do Cristianismo, mas foram absorvidos, por causa do seu simbolismo, pelos festejos com que celebramos a vinda de Jesus à terra para tornar-se como nós, assumir a nossa humanidade, e dar a sua vida por nós. Vida é a mensagem que os enfeites nos transmitem. A começar com o pinheirinho: na Europa, de onde vem a tradição, há poucas árvores que mantêm a folhagem verde, mesmo cobertos de neve, durante o frio do inverno. A maioria perde as folhas e parece morta. O pinheiro é um dos poucos que está sempre verde e vivo, sinal de esperança do retorno da primavera, de seus brotos e flores.

A árvore também é símbolo de proteção e sustento, até na Bíblia: Deus diz: Sou eu, o Deus Eterno, que atendo as orações do meu povo; sou em que tomo conta deles. Como um pinheiro verde, eu lhes dou abrigo, e de mim eles recebem todas as bênçãos.

Vida também é o que lembram as bolas e outros enfeites. Originalmente pendurava-se frutas na árvore, que, muitas vezes, eram os únicos presentes que se dava entre a grande maioria do povo, que era pobre - e certamente um presente especial, onde praticamente não se vê frutas frescas no rigor do inverno.

As velas são luzes vivas, que se movem ao sabor das brisas. Por que colocá-las no pinheirinho? Devemos lembrar a luz elétrica é uma invenção recente, e que até hoje não chegou a todas as casas. Mesmo as velas de cera, com sua luz brilhante, não eram muito comuns antes disso, por serem caras. Usava-se lamparinas de óleo ou querosene, bruxuleantes e fumarentas. Nada mais adequado então do que expressar a alegria do Natal iluminando a casa com o que há de melhor. E os presentes? Eles são sempre sinal de alegria, que nos leva a compartilhar coisas boas com as pessoas que amamos. É claro que o comércio se aproveita dessa generosidade para vender bastante, e não podemos cair na armadilha de achar que com presentes podemos compensar o carinho que não demos durante o ano. Mas isso não é motivo para nos fecharmos no egoísmo. Afinal, o Natal é o sinal maior da graça de Deus, que deu seu filho para tornar-se pecado por nós e redimir-nos para podermos participar da festa eterna que será celebrada no céu. (Izabel Ramos)

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