Mesmo diante de um mercado cada vez mais competitivo, ainda há espaço para os carros usados na lista dos preferidos dos consumidores. Entre eles, figuram o Uno Mille, a Kombi e o Santana, mas os campeões de vendas são os modelos com motorização 1.0.
Mas para enfrentar a avalanche de promoções das concessionárias o caminho é a profissionalização do setor. A opinião é de Jorge Luiz Koury Miranda, proprietário de uma revenda de autos seminovos. Ele reconhece que o atrativo dos juros zero acabam levando aquelas pessoas que pretendiam comprar um usado a optar por um novo. Indiscutivelmente isso tira um pouco o mercado do carro usado e derruba o seu preço. O automóvel novo subiu, nos últimos vinte meses, cerca de 30%, enquanto que os seminovos, no mesmo período, teve uma queda de cerca de 10% a 15%. Essa realidade existe, revela Jorge. E complementa: Teremos cada vez mais ser profissionais e descobrir meios de vendas. Não sei se elas ocorrerão com promoções de juro zero e se teremos essa condição, mas alguma coisa necessitaremos fazer para acompanhar o que as montadoras e concessionárias estão realizando hoje.
Jorge reflete que o mercado de usados era um nicho que, há alguns anos, ão exigia muita profissionalização porque as concessionárias autorizadas não ingressavavam nesse mercado. Hoje ganhamos esses concorrentes, que têm poder de fogo muito maior que o nosso. O cliente quando vai comprar um carro em uma concessionária tem a idéia de que está adquirindo um veículo com garantia e boa procedência. É o que temos de fazer hoje, a ponto de dar aos nossos clientes a certeza de que ele estará comprando um bom produto, considera.
Para Jorge, o grande trunfo para quem comercializa carros usados atualmente é a credibilidade do revendedor. Isso está falando alto na venda do carro usado. Os clientes procuram os lugares onde foram bem atendidos para realizar outros negócios, afirma.
Apesar disso, ele reconhece que o segmento tem, ainda, muito a melhorar. Jorge explica que o Código de Defesa do Consumidor obriga as revendas de usados a fornecer garantia de três meses ou cinco mil quilômetros. Ocorre que as revendas não estão estruturadas para dar essa garantia. Em vista disso, acredito que as seguradoras terão de vender as garantias, pois elas têm estrutura para vistoriar, por exemplo, se o carro foi bem ou mau usado após sair da empresa onde foi vendido, diz ele.