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Usuários têm que ser conscientizados

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

População precisa entender que problemas rotineiros devem ser tratados nas Unidades Básicas de Saúde e que o PS é voltado aos casos de urgência e emergência

Ensinar a população a utilizar adequadamente os recursos da saúde pública é um grande desafio. De acordo com a secretária municipal de Saúde, Eliane Fetter Telles Nunes, cerca de 90% dos atendimentos prestados nos prontos-socorros de Bauru deveriam ser feitos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), espalhadas em 19 bairros da cidade. Temos uma cultura imediatista. O paciente sofreu uma torção há 15 dias e não fez nada. Hoje, ele resolve ir ver o que é e corre ao pronto-socorro, quando poderia muito bem agendar uma consulta no posto de saúde, comenta.

É preciso ficar claro que os prontos-socorros foram criados para resolver questões em que há risco ou suspeita de morte imediata: vítimas de acidentes, pessoas com hemorragia, dores fortes e repentinas, dificuldade para respirar, princípio de desidratação, suspeita de infarto, convulsões, quedas com possíveis fraturas e outras situações que exijam socorro rápido.

No entanto, as pessoas procuram o PS, muitas vezes, para tratar de uma gripe, um corrimento, para buscar insulina porque são diabéticas e o medicamento acabou. Nesses casos, não há risco iminente de morrer, então, a pessoa poderia perfeitamente agendar uma consulta no posto de saúde.

Uma pessoa com gripe só deve procurar o pronto-socorro se estiver com dificuldades respiratórias, principalmente no caso das crianças, pois as secreções podem levar a parada respiratória. Já os diabéticos e hipertensos só deveriam procurar o pronto-socorro no caso de perceberem uma complicação da doença, um princípio de infarto, uma dificuldade súbita de visão, dores.

O tratamento regular destas doenças é oferecido gratuitamente nos postos de saúde e é realizado em dias certos, previamente marcados. Se todos os pacientes entendessem essas diferenças e direcionassem os problemas mais simples para as UBS, reduziríamos bastante o fluxo dos PS, com conforto tanto para os médicos, como para os próprios pacientes, destaca Nunes.

É inegável que ninguém gosta de esperar, principalmente quando o assunto é saúde. Porém, o bom senso deve prevalecer sempre, porque aquela pessoa que estava atrás de você na fila de espera pode morrer com um infarto enquanto você aluga o médico de plantão para discutir o que fazer com uma unha encravada que o persegue há décadas.

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