Qualidade de vida de pacientes com psoríase
A regional paulista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD-RESP), sob a coordenação da médica Lúcia Arruda, acaba de concluir pesquisa inédita apontando a qualidade da vida dos pacientes portadores de psoríase, doença de pele que provoca manchas avermelhadas e escamas nos joelhos, cotovelos, costas e couro cabeludo, e atinge cerca de 3% da população mundial. O estudo, realizado no período de junho de 2000 a junho de 2001, apontou que a psoríase prejudicou a realização de atividades de 40% dos pacientes entrevistados. Outro grande fator apontado pela pesquisa é a conclusão de que a psoríase é uma enfermidade sintomática. Ou seja, ao contrário do que relata a literatura médica, a psoríase possui alguns sintomas que possibilitam seu diagnóstico. Segundo o levantamento, 76,5% dos pacientes mencionaram algum sintoma relacionado ou provocado pela doença. Os pacientes pesquisados pela SBD-RESP responderam a um questionário de dez perguntas, em que eram avaliados aspectos relacionados ao dia-a-dia do paciente. Foram questões que identificaram o grau de interferência da doença em atividades como passeios de fim de semana, afazeres domésticos, prática de esportes e atividades sexuais. Constatou-se que 19% dos pacientes sentiram-se impedidos de trabalhar ou estudar por causa da doença e 13% afirmou que a psoríase representou algum tipo de problema em sua última semana. Também notamos que não só as grandes lesões interferem no modo de vida destes pacientes, pelo contrário. Os pacientes que possuíam pequenas lesões foram os que mais sofreram influência da doença, revela Lúcia. A Sociedade Brasileira de Dermatologia regional São Paulo, através deste levantamento, tem como objetivo avaliar não só a severidade clínica da psoríase mas também o impacto psíquico que ela provoca. Desta maneira, podemos programar um tratamento mais eficiente e dirigido a cada caso específico, melhorando assim os males clínicos e psicológicos que esta doença provoca, conclui Lúcia.