Geral

OS SINOS E SEUS RELÓGIOS

Omar Barreto
| Tempo de leitura: 1 min

A leitura do bonito artigo de N. Serra sobre os sinos, especialmente os do Natal, me fez refletir sobre as igrejas que não têm mais sinos. Refiro-me, principalmente, ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima e à Igreja de Santa Rita de Cássia, cujas torres estão separadas dos blocos arquitetônicos do templo e não são equipadas com os tradicionais sinos de bronze. Os sinos sempre foram um meio de comunicação. As torres serviam para a propagação do som o mais longe possível. Acoplado aos sinos, havia nas igrejas os relógios, que anunciavam as horas do dia ou da noite. Um sino-relógio famoso é o da Igreja de S. Bento, em S. Paulo; mas perde para o Big-Ben da torre do edifício do Parlamento inglês, símbolo da cidade de Londres.

Não sei se ainda funciona em S. Paulo a fábrica de sinos que era tocada por gerações de uma família. Ali, se adicionava pequena porção de ouro na fundição dos melhores sinos, objetivando perfeição do som das peças. Em Jaboticabal, onde morei por pouco tempo, fabricavam-se relógios para igrejas. Antes de ouvir um sino de igreja, eu ouvia o bimbalhar dos cincerros do peitoral das madrinhas das tropas de cacau que passavam pela estrada da fazenda onde nasci. (Omar Barreto - RG 5.663.388-9)

Comentários

Comentários