Além de preparo físico, profissionais da água têm que estar sempre bem psicologicamente para possíveis complexidades
No último dia 28 foi comemorado o Dia do guarda-vidas, uma profissão essencial e, às vezes, esquecida. Nesta época do ano, com a chegada do verão, as piscinas dos clubes e as praias são mais movimentadas. Com o fluxo maior, ocorre também mais acidentes e, nessas horas, os esquecidos guarda-vidas são fundamentais.
O próprio nome já diz, guarda-vidas. Outra denominação conhecida, mas que de acordo com esses profissionais já está sendo menos utilizada, é o salva-vidas. Eles fazem cursos e aprendem a socorrer pessoas que se afogam e dar os primeiros socorros. Muitas vezes, eles têm que lidar com situações complicadas como retirar do mar um cadáver ou não conseguir salvar uma pessoa em apuros.
De acordo com o guarda-vidas Fábio Costa, 22 anos, que realizou um curso de guarda-vidas na Praia Grande, trabalhar em clubes é muito mais tranqüilo. Eu já trabalhei em praia e é um serviço muito mais difícil, porque no mar é muito mais complicado para se salvar uma pessoa, afirmou. Já numa piscina de clube, de acordo com ele, a pessoa dificilmente chega a se afogar porque é rápido o tempo entre o desespero e afobamento da pessoa até o salvamento, cerca de oito segundos. Na praia, um salvamento, ainda de acordo com Costa, leva de três a cinco minutos.
O guarda-vidas Agnaldo Marola Júnior, 21 anos, fez curso particular para se profissionalizar. Ele explicou que eles aprendem muitas coisas no curso. Além do salvamento e dos primeiros socorros, os profissionais sabem imobilizar uma pessoa caso seja necessário, entre outras coisas. O curso, geralmente conta com vários módulos e nós temos aulas também com um médico que nos ensina muita coisa importante para nossa profissão, explicou.
Os dois disseram que às vezes é difícil fazer com que a pessoa atenda aos pedidos. Nós damos orientação, falamos sobre os perigos, mas algumas vezes as pessoas teimam em não nos escutar e é aí que pode vir a acontecer algum acidente, disse Marola Júnior.
Costa disse que nos clubes, o que mais desperta a atenção desses profissionais são as crianças, já nas praias são as pessoas que bebem um pouco mais do que o normal e se arriscam em mergulhos.
De acordo com o também guarda-vidas, Robson de Andras Silva, 23 anos, as pessoas muitas vezes se esquecem desses profissionais. Ele destacou a importância em manter os guarda-vidas tanto nos clubes como nas praias. É essencial que os clubes contratem guarda-vidas para período integral. Enquanto as piscinas estiverem abertas é importante a presença desse profissional no local. Isso porque você pode ficar horas ali sem trabalho, mas é em apenas um segundo que as coisas acontecem e se nós não estivermos atentos e deixarmos passar esse segundo, podemos perder uma vida. O mesmo ocorre nas praias. É preciso, um gurad-vidas a cada 500 metros para manter as pessoas protegidas, explicou.
Para manter a forma física e a força e estarem preparados para qualquer tipo de resgate, os guarda-vidas treinam uma hora por dia e simulam salvamentos. Esse treinamento é ideal para nos mantermos sempre em forma, finalizaram.