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Vacinação contra aftosa será em duas etapas


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A partir desse ano, as regras para a vacinação de bovinos contra a febre aftosa serão diferentes no Estado de São Paulo. Em vez de três, a imunização será feita em duas etapas, englobando animais de todas as idades. A idéia é tornar o processo mais prático para o produtor, além de adequar o Estado ao calendário do circuito Centro-Oeste, que inclui ainda Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás.

De acordo com o médico veterinário do Escritório de Defesa Agropecuária de Bauru, Vladimir de Souza Nogueira Filho, essa mudança mostra que São Paulo está evoluindo no que diz respeito à erradicação da doença. “Só chegamos a essa decisão porque o Estado está com a doença sob controle”, disse.

O último caso registrado de aftosa na região data de 1994, na cidade de Arealva. “Naquela época, nós já estávamos com a doença bem controlada. Teve uma fazenda que apresentou um animal doente, mas o problema foi prontamente eliminado”, disse Nogueira Filho.

Embora São Paulo já seja reconhecido como Estado Livre de Aftosa pela Organização Internacional de Epizootias (OIE), os técnicos da Defesa Agropecuária estão sempre em alerta. Isso porque o Estado tem um movimento muito grande de animais e qualquer bovino contaminado pode colocar em risco todo um rebanho. “Temos que zelar com muito carinho por esse título que o Estado recebeu. A vigilância é bem intensa com relação à vacinação e ao trânsito dos animais”, disse o veterinário.

O reconhecimento como Estado Livre de Aftosa permite que São Paulo exporte carne in natura para países da Europa e da Ásia, além dos Estados Unidos.

Nogueira Filho alerta aos produtores para que comuniquem aos órgão públicos qualquer suspeita de febre aftosa, para que a doença não se alastre novamente.

Praticidade

A decisão de mudar a estratégia de imunização de três para duas etapas tem como objetivo, além da adequação ao calendário do circuito Centro-Oeste, incentivar o produtor a não esquecer a vacinação. “O produtor só vai precisar se preocupar em cuidar dos animais duas vezes por ano”, salientou.

A primeira etapa está marcada para o mês de maio e a segunda, para novembro. Nessas ocasiões, deverão ser imunizados animais de todas as idades.

Na campanha do ano passado, na região de Bauru, que engloba 14 cidades, foram vacinados 97,69% do rebanho, estimado em 452.944 cabeças. Para Nogueira Filho, esse índice é considerado muito bom, já que chegou bem próximo da totalidade. “O criador de gado está bem mais consciente com relação à doença, mas sempre existe um ou outro que resiste em praticar a imunização”, disse. As regiões de Orlândia e São Paulo foram as únicas a imunizar 100% do seu rebanho.

O Estado tem um número estimado em 13 milhões de cabeças.

Brucelose

A partir do dia 1.º de junho, o Brasil entra em um novo programa de imunização. Trata-se do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose (PNCEBT), lançado no mês passado, pelo Ministério da Agricultura.

O objetivo é promover a qualidade dos produtos de origem animal oferecidos ao consumidor e modernizar as cadeias produtivas do leite e da carne, de acordo com informações do site do Ministério.

Deverão ser imunizadas fêmeas com idade entre três e oito meses, tanto de leite quanto de corte. A legislação prevê que até dezembro de 2003 todos os Estados deverão colocar em prática o Programa.

A brucelose e a tuberculose são doenças dos animais transmissíveis ao homem. A presença destas enfermidades leva a quebras na produção animal e torna o produto da pecuária vulnerável a barreiras sanitárias, diminuindo sua competitividade no comércio internacional.

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