Como bauruense e leitor habitual desta coluna, achei completamente desproposital, descabida, sem coerência, derrotista e de um pessimismo imensurável a carta publicada na edição de domingo (27/1), sob o título “Bauru, futura Argentinistãoâ€, de autoria de José Carlos Félix de Abreu. Mas também não quero, como caudatário, engrossar a fila de incautos que acreditam tratar-se a manifestação de Abreu de uma atitude normal de cidadão bauruense descontente. Isto é, que por trás de tão ácido libelo possa existir uma discordância político partidária.
Não há como comparar Bauru com a Argentina, onde os correntistas estão com os seus dinheiros bloqueados nos bancos, no “curralzinhoâ€, de onde não podem sair, a não ser sob condições excepcionais. Pelo contrário, devemos entender a imagem de maneira diametralmente oposta. Se está muito claro que o texto tenta agredir a administração do nosso prefeito Nilson Costa, então vamos lá: o funcionalismo argentino não recebe, assim como os aposentados. Nem precisa dizer que em Bauru estamos vivendo no período em que foi implantada a normalidade. É claro que sabemos que o mal sempre incomoda e o bem, às vezes, também.
Quanto ao Afeganistão, só mesmo quem, além de não ser bauruense, tiver ódio daquilo que amamos muito pode fazer tal comparação. Pelas terras afegãs, onde quase tudo foi destruído para derrotar ou pôr para correr o regime do Taleban, ligado umbelicalmente ao terrorista Ossama Bin Laden, tudo continua destruído, é terra arrasada. E será refeito com dinheiro de esmola internacional. Longe da comparação, e aproveitando para responder a Abreu onde pergunta “cadê as soluções?â€, é fácil concluir que esse cidadão não observa a cidade onde mora. Será que visitou há alguns meses as regiões das ruas Mara Lúcia Vieira, rua Cuba, avenida Waldemar G. Ferreira? Há alguns dias a destruída (não a ponte) pelas chuvas, ligação do Beija-Flor? Retornou agora a esses locais para escrever ao jornal, como o fez na edição de domingo, para perguntar “cadê as soluções?â€. Ainda agora, que vá ver o recapeamento da avenida Nações Unidas, no caminho do Geisel e da Unesp. A Prefeitura luta bravamente e com honestidade em seu comando contra os danosos efeitos das chuvas e os testemunhas não poderiam ser melhores, pois são os próprios munícipes, os contribuintes, que compreendem e lutam juntos. Tenho que ser claro e deixar isto diante dos leitores desta coluna: pior do que as acusações infundadas, que não se sustentam diante das provas materiais que têm o peso e a dureza do ferro, das pedras, está a evidência da iniqüidade, da falsidade, da mentira. Pense nisso, leitor! (João Feige - RG. 6.380.688-5)