Três grupos do setor de transportes, dos segmentos rodoviário e coletivo urbano, compraram, ontem, a Kuba (Baurutrans). O negócio foi concretizado com a participação das holdings Aurea Participações, com sede m São Bernardo do Campo (SP), PMG Participações, com sede em Campinas (SP), e Bens Participações, com escritório central em Campo Grande (MS). O valor da operação não foi revelado. Uma fonte ligada a um dos grupos disse que a transação envolveu a frota de 62 veículos da Kuba.
Um dos participantes no negócio é a família Constantino, de Presidente Prudente (SP), que tem cotas em empresas integrantes das três holdings. A divisão do custo da operação tem ramificações, já que os grupos contam com empresas em diferentes cidades dos Estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso. A Aurea Participações têm empresas na baixada Santista, Sorocaba e na Capital, embora a sede seja em São Bernardo do Campo. A PMG atua em Cascavel (PR), mas tem braços em Campinas. A Bens tem escritório em São Paulo e ônibus rodando em Campo Grande (MS).
Embora a venda já tenha sido concretizada, as partes ainda tratam o assunto com cuidado. Um integrante do grupo classificou o negócio como “oportunidade comercialâ€. Outro representante salientou a vocação no ramo. “Nós só atuamos com transportes, em vários Estados. Esse é o nosso negócio. Embora em Bauru a situação do setor não esteja satisfatória, nós apostamos na cidade e confiamos que o quadro vai melhorarâ€, disse. A avaliação remete ao custo elevado do sistema de transporte coletivo local, que conta com linhas confusas, o que encarece o valor do serviço prestado.
No papel, o negócio é simples. O empresário Sérgio Kuba e seus familiares deixam o quadro societário da Baurutrans, que passa a ser comandada por integrantes das três holdings. A sede da Kuba, nas margens da rodovia Marechal Rondon, não faz parte da transação. O local é alugado. A Baurutrans tem contrato com o Poder Público local até 2006 e opera 58 veículos. A frota reserva é de quatro ônibus.
A venda teve, ontem à tarde, a anuência do prefeito Nilson Costa (PPS). Trata-se de uma exigência do contrato com a Prefeitura, que na concessão detém o poder de emitir ordens de serviços para colocar ônibus em operação. Com isso, os novos proprietários podem continuar operando a frota da Kuba sem nenhuma modificação nas relações com a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb). A frota também já está padronizada nas cores e design determinados pela Emdurb.
Embora haja participações em comum entre pelo menos uma holding e um sócio da empresa TUA (a segunda concessionária operando em Bauru), os compradores da Kuba não são as mesmas pessoas físicas. A TUA pertence à holding Max Empreendimento e Participações, com sede em Presidente Prudente (SP) e negócios em Londrina (PR).
Segundo dois representantes dos novos sócios da Baurutrans, a empresa terá nova diretoria logo depois do Carnaval. Eles informaram que o quadro de funcionários será mantido, já que continuam com a mesma frota e a mesma participação no mercado local.