O preço mínimo da cesta básica em Bauru, neste mês, chegou a R$ 141,18. Esse valor é 4,12% maior que o registrado em janeiro do ano passado, que foi de R$ 135,60. Na comparação com dezembro de 2001, quando o preço mínimo ficou em R$ 143,65, a cesta básica deste mês é 1,72% mais barata. Os reajustes foram detectados através da pesquisa realizada mensalmente pela Faculdade de Ciências Econômicas da Instituição Toledo de Ensino (ITE) para o Data-ITE.
De acordo com os dados levantados pela pesquisa, o grupo classificado como limpeza doméstica teve a maior queda percentual - 3,31% - em janeiro, sobre o resultado do mês de dezembro. O valor total do grupo, neste mês, foi de R$ 21,32. O item que apresentou a maior variação foi o sabão em pedra, registrando queda de 3,09%.
O grupo alimentação somou R$ 103,40 do total da cesta, valor 1,56% menor que o do mês de dezembro de 2001. As principais variações desse grupo foram verificadas na cebola, com queda no preço médio de 60,8%; batata, com queda de 40,8%; carne de segunda com alta de 13,9%; frango resfriado, com aumento de 11,4%, e a lingüiça fresca, que registrou alta de 11,65%.
O grupo higiene pessoal teve valor total de R$ 16,46 neste mês, o que significa 0,60% a menos que o registrado em dezembro. As principais variações foram no papel higiênico, que teve alta de 41,4%, e no desodorante, com queda de 10,8%.
De acordo com Reinaldo César Cafeo, professor da ITE e um dos coordenadores da pesquisa, o valor final da cesta básica é a soma ponderada dos menores preços encontrados nos diversos supermercados analisados. Os critérios adotados são os mesmos do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas (Dieese).
“Quem quiser comprar a cesta no valor mínimo indicado pela pesquisa, terá que percorrer todos os estabelecimentos para adquirir o que cada um oferece no melhor preçoâ€, indica Cafeo.
De acordo com ele, alguns produtos alimentícios sofreram fortes oscilações de preços, neste mês, devido às chuvas. Porém, não comprometeram o todo da cesta básica. O que mais chama a atenção nessa pesquisa, segundo Cafeo, são as diferenças de valores entre os supermercados (leia no quadro que cita os preços por região).
â€œÉ inaceitável que tenhamos inflação na casa dos 0,5% ao mês e os preços possam oscilar em até 266,7%, como é o caso da cebola. O consumidor tem que exercer o seu papel soberano de dizer não aos abusos e ficar alerta às diferenças de preço para o mesmo produtoâ€, orienta.
A metodologia adotada pela ITE para o levantamento do preço mínimo da cesta básica é a mesma utilizada para apuração da cesta na Capital paulista, por meio de um convênio entre Dieese e Procon. Isso faz com que se tenha, inclusive, uma base de comparação.
A pesquisa de campo envolve cinco pesquisadores, um checador e um supervisor. Os supermercados são agrupados por roteiros dentro das regiões e o levantamento é feito em dia fixo para evitar os dias de promoção.