Paralelamente à execução de obras que aprimorem e melhorem o sistema, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru precisa investir na limpeza e manutenção dos 29 poços profundos ativos da cidade. Cerca de 57% das casas é abastecida por eles, que totalizam uma produção de 1,7 bilhão de litros de água por mês.
Nos últimos meses, o DAE tem feito filmagens no interior dos poços para avaliar o estado de conservação de cada um deles. O objetivo é traçar um cronograma de trabalho para este ano. “Todo poço tem um revestimento de aço ou é um furo na rocha. Com o tempo, as paredes e filtros acumulam sujeira (lodo ou areia). Precisamos retirar isso, escovando e usando produtos químicos, para recuperar a vazão original da unidadeâ€, explica o presidente da empresa, Sérgio Macedo.
Segundo ele, o primeiro poço que deverá receber tratamento será o do Parque Santa Terezinha. “Apesar de ser um poço pequeno, ele atende uma região importante da cidade, que não pode ficar desabastecida. O processo de licitação já está sendo iniciado e teremos que aguardar os prazos determinados pela leiâ€, salienta.
Também estão na lista para este trabalho os poços Primavera (Parque Primavera), Cecilia Garrafa (Parque São Geraldo), Nações (Vila Universitária), Jaraguá (Parque Jaraguá) e Bauru 16 (Núcleo Bauru 16). A programação para o serviço deverá considerar a relação custo-benefício, privilegiando poços de maior vazão ou aqueles que atendem regiões onde a reservação ainda não é suficiente.
No caso do poço Bauru 16, trata-se de uma unidade desativada que foi perfurada pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) em 1988, durante um levantamento do perfil hidro-geográfico do Estado. Agora, o DAEE está passando o gerenciamento destes poços às companhias responsáveis pelo abastecimento de cada município.
Assim que a doação estiver oficializada, o DAE pretende iniciar um trabalho de recuperação do local. “Vamos tentar fazer o poço funcionar. Gastamos com a recuperação, mas se ele der água, teremos economizado uma perfuração, que tem custo mais elevadoâ€, diz Macedo.
Paralisação
Questionado a respeito da necessidade de se interromper o abastecimento para executar este tipo de serviço nos poços, o presidente do DAE salienta que a interrupção pode chegar a cinco dias em determinadas regiões da cidade.
“Por isso, no caso de poços maiores, como Nações e Jaraguá, vamos aguardar o inverno. Estamos num período de consumo alto por causa do calor. Nestes pontos, o desabastecimento seria sentido em duas ou três horas de suspensão. Precisamos programar a manutenção para uma época em que possamos reduzir ao mínimo a interferência da paralisação no abastecimento da populaçãoâ€, ressalta.
Ele explica que o poço Santa Terezinha poderá ser limpo a qualquer momento. Existe uma segunda alternativa de abastecimento para a mesma região, de modo que o poço pode ser paralisado sem prejuízos ao munícipe. O mesmo acontece com a recuperação do poço Bauru 16, que já está desativado.