Mesmo não tendo nascido aqui, moro aqui há “apenas†sessenta e quatro anos e amo e me orgulho de amar, esta querida cidade. É aqui que encontramos, em primeiro lugar, muito coração, muita garra, muitas sabedorias, representadas por entidades típicas de Bauru, nos mais variados setores, começando por ter o seu ponto alto na caridade, representado por entidades campeãs de amor ao próximo como o Albergue Noturno e suas extensões, a Sociedade Beneficente Cristã, a Sociedade São Vicente de Paulo e tantas outras menores que praticam a caridade, mais do que a mera assistência social.
No campo da cultura, do saber e do desenvolvimento científico, lá temos nós o Centrinho anexo à Faculdade de Odontologia, uma referência nacional e até mesmo internacional, fruto de muita garra, competência e luta de Bauru e dos bauruenses. Ainda nesse mesmo campo, temos a nossa magnífica USC, além de escola, de altíssimo nível, ainda a Edusc, editora que se ombreia às grandes editoras universitárias até mesmo internacionais.
Como se não bastasse, temos a ITE, a grande Faculdade que tantos e tão ilustres nomes tem dado à magistratura do País e nasceu apenas do sonho de um homem que viu Bauru, amou-a e aqui plantou seu sonho. Isto, no passado, pois ainda agora, no presente, vemos chegando e vencendo aqui a Unip, a FIB os novos cursos do Preve, enfim, amplia-se o campo da cultura, do saber e da qualificação desta nossa cidade, no âmbito cultural.
Foi aqui também que surgiu, da luta de bauruense sonhador e otimista, a primeira televisão em cidade do interior e continua sendo ainda hoje, um sucesso, não fracassou por ser de Bauru. Há mais de sessenta anos temos uma empresa circular, nascida e crescida em Bauru, circulando sempre por suas ruas e avenidas.
Na indústria e no comércio, como estou muito distante desses campos, sei apenas que temos indústrias de valor e nosso comércio também é valorizado na região. Nossos clubes de serviço prestam os mais variados e valorosos serviços, por intermédio de seus membros, pessoas de bem, que amam Bauru e que procuram sempre consertar o que pode ser consertado e aceitar o que não dá conserto, como os pessimistas, os descrentes os eternos descontentes. Realmente, o pior cego é o que não quer ver e não por problemas de idade, que o oculista pode resolver. Esse problema é mais de psicólogo. (Isolina Bresolin Vianna - RG. 3027947)