Polícia

Mulher é confundida com estelionatária

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Uma comerciante, que preferiu não se identificar, se revoltou ontem com a forma como foi tratada por um policial militar, da 4ª Cia. A mulher contou que foi abordada na porta de uma agência bancária em Bauru com uma arma apontada para ela. O policial nega que tenha apontado o revólver, mas diz que parou a comerciante porque ela usava uma saia branca, semelhante a usada por uma mulher suspeita de estelionato.

O fato aconteceu nas imediações da agência da Caixa Econômica Federal, no cruzamento da rua Gustavo Maciel com Ezequiel Ramos. Segundo a polícia, uma denúncia teria informado que dois homens e uma mulher, ocupantes de um Fiat Palio, se comportavam de maneira suspeita, trafegando pelas ruas centrais e não obedecendo aos sinais de trânsito.

O trio teria entrado no estacionamento da CEF. Os dois homens teriam descido e dentro da agência começaram a discutir. Na saída, eles foram abordados e a comerciante, que vinha logo atrás, foi tida como integrante do trio.

“O PM me abordou com a arma em punho. Ele disse que eu era suspeita e que não poderia, sequer, ligar para os meus familiares”, contou. Ela diz que, naquele horário, pouco antes do meio-dia, havia muita gente nas imediações. “Passei muita vergonha. Todo mundo parou para olhar, achando que eu era mesmo uma marginal.”

A comerciante alega que tentou dialogar com o policial, mas que ele foi irredutível. “Ele só me liberou quando um superior dele veio e disse que eu não era a mulher ocupante do Palio.”

Na versão do PM, ele teria apenas pedido para a mulher aguardar que uma situação de estelionato estava sendo averiguada.

Uma testemunha confirmou que viu quando o policial não deixou a mulher telefonar para a família. “Eu não vi a situação anterior, porém, presenciei a comerciante tentando ligar e ele proibindo.”

O caso não era de estelionato. O Palio foi apreendido por estar com algumas restrições na documentação, mas os ocupantes do veículo não tinham nenhum problema com a Justiça.

Apuração

O comandante da 4.ª Cia da PM, capitão Reginaldo Souza Braga, disse que assim que tomou conhecimento dos fatos iniciou uma apuração. “Queremos ouvir a comerciante para que ela apresente sua versão sobre os fatos.”

De acordo com o capitão, o soldado garantiu que não apontou a arma para ela. “Ele diz que não estava de arma em punho e que só abordou a mulher porque a situação exigia.”

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