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LBV atrasa pagamento de funcionário

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 30 funcionários da Legião da Boa Vontade (LBV) estão sem receber salário desde dezembro. De acordo com uma denúncia recebida pelo Jornal da Cidade, muitos deles estariam passando por dificuldades financeiras devido à falta de proventos.

Uma funcionária que prefere não ter o seu nome divulgado informou que nem o 13.º salário e nem férias estão sendo pagas pela entidade. Ela contou que sustenta a casa com o salário e que, por causa do atraso, estaria enfrentando muitas dificuldades. “Só o telemarketing da LBV arrecada cerca de R$ 4 mil por mês. Para onde vai esse dinheiro?”, questionou.

A funcionária disse que essa não é a primeira vez que isso acontece. “Ou a gente pede a conta e enfrenta o desemprego ou fica e espera a boa vontade deles”, salientou.

Ela ressaltou que tanto o sindicato da categoria quanto o Ministério do Trabalho já foram acionados, porém a situação não foi resolvida. “Eu queria que alguém nos ajudasse”, apelou.

O gerente da LBV em Bauru, José Clementino, confirmou o atraso do pagamento. De acordo com ele, a entidade estaria passando por problemas financeiros, o que havia impossibilitado a efetuação do pagamento dos funcionários. “Isso não está acontecendo só em Bauru. A maioria das unidades da LBV está sem condições de fazer os pagamentos”, salientou.

De acordo com ele, o dinheiro arrecadado pelos funcionários em Bauru mal dá para pagar a folha de pagamento deles. Todas as doações são encaminhadas para a LBV em São Paulo, de onde é feita a distribuição dos recursos entre as ações sociais e os encargos trabalhistas e de administração da entidade.

Ele disse que até o dia 15 deste mês a entidade vai quitar a dívida com os funcionários. O gerente acredita que a folha de pagamento em Bauru gire em torno de R$ 12 mil. Quanto ao 13.º salário, Clementino explicou que já foi feito um acordo com os trabalhadores para que o benefício seja pago em parcelas.

O chefe da fiscalização do Ministério do Trabalho em Bauru, Silvano Motta Pereira, destacou que não houve nenhuma denúncia no órgão neste mês contra a LBV. No entanto, ele lembrou que a entidade já foi autuada no ano passado por atrasar o pagamento de seus funcionários.

O fiscal salientou que ocorrências desse tipo são muito comuns, mas que dificilmente chegam até o Ministério. “Os funcionários preferem resolver o problema direto com os patrões, sem levar a denúncia adiante. Eles têm medo de perder o emprego e não conseguir se recolocar no mercado de trabalho”, explicou.

Quando flagradas cometendo irregularidades trabalhistas, as empresas são autuadas e multadas, mas não são obrigadas a efetuar o pagamento imediatamente.

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