Regional

Avião cai em Araraquara e existe suspeita de tráfico

Por Renata Fernandes | Tribuna Impressa
| Tempo de leitura: 2 min

Araraquara - Um avião monomotor, prefixo PT-DCK, modelo Cessna, caiu na fazenda Fittipaldi Citrus, propriedade do piloto Emerson Fittipaldi, na divisa do rio Jacaré Guaçu, acesso pela rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, em Araraquara, por volta das 13 horas de ontem. Com os ocupantes da aeronave foram encontrados cerca de R$ 23 mil e aproximadamente US$ 3 mil dólares. A suspeita é de tráfico interestadual de drogas. O fato movimentou polícias Militar, Civil e Federal.

Três pessoas estavam no avião e nenhuma delas se feriu gravemente. O piloto, L.D.S., 32 anos, já cumpriu pena por tráfico de entorpecente e está sob liberdade condicional. Ele foi condenado por estar com 145 quilos de cocaína num avião em Guararapes. Ontem, ele estava com o GPS do avião (instrumento de navegação), R$ 3 mil em dinheiro e US$ 350. O piloto também já teria tido atritos com a Polícia Federal do Mato Grosso do Sul.

O passageiro A.N.A.S. estava com R$ 20 mil em dinheiro e US$ 2,5 mil. Ele teria dito à polícia que é comerciante de carros em Campo Grande e que usaria este dinheiro para comprar uma moto ou uma perua em São Caetano do Sul. Ele disse ainda que estava no monomotor de carona.

Com o terceiro passageiro, C.N.M., 32 anos, foram encontrados US$ 360. O dinheiro estava no bolso dos ocupantes da aeronave. O avião teria saído de Campo Grande e seguiria, segundo os passageiros, para uma oficina de manutenção e recuperação de aeronaves em Ibaté, chamada Condor, e de lá seguiria para São Caetano do Sul.

A queda teria sido por uma falha mecânica e segundo consta não há inscrição da aeronave na 4.ª Comarca do Departamento de Aviação Civil (DAC). O caso será investigado pela Polícia Federal, por haver suspeita de tráfico de entorpecentes na rota interestadual. A equipe da Dise também esteve no local e percorreu cerca de 15 quilômetros dentro da fazenda à procura de drogas, mas nada foi encontrado. “Se há algum envolvimento com o tráfico ainda não é certo, mas que não é normal alguém andar com R$ 23 mil no bolso, não é. No mínimo esquisito”, comentou um policial.

Equipes da DIG e do 2.º DP também foram ao local, pois em princípio havia suspeita de contrabando. A Polícia Militar foi à fazenda como apoio. De acordo com o técnico em segurança do trabalho da fazenda, João Rossi, o avião caiu entre dois postes e não atingiu o fio de alta tensão por pouco.

A polícia foi acionada por um dos funcionários da fazenda. Logo após a queda do avião, os três suspeitos chamaram o proprietário da oficina de Ibaté e queriam ir rapidamente ao hospital, motivo que teria levantado desconfiança entre os funcionários da fazenda.

Até o fechamento desta edição os três ocupantes do monomotor e o dono da oficina (Condor) de Ibaté estavam prestando depoimento na Polícia Federal de Araraquara. (Especial para o JC)

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