É verdade, prezado leitor, não necessitamos mais que três histórias, publicadas (na Veja, 5/12/2001), são suficientes para obter um retrato falado de corpo inteiro do Brasil, um país verdadeiramente varonil. Bastam, por exemplo, as declarações que seguem (refe rindo se e citando nosso País), como retratos nacionais. Na seqüência dos assuntos e na visão dos autores, relatamos detalhes das respectivas análises, primariamente levantadas. Segundo os pensamentos dos próprios autores, em diversificações de pensamentos outros. Seja quanto ao que “certas estatísticas afirmamâ€, em uma mistura de pensamentos, ora favoráveis ora contrários. Mesclados de assuntos difusos sob intenções presentes, de maneira a aceitar se amenidades, no aguardo de que porventura sejam, ou se tornem interessantes... Momentos favoráveis que contrariamente não o são (uma ou outra coisa esperada, cercada de possibilidades), eis que se esvaiu rapidamente. Tudo, mesmo que pareça seguir bem ou vice versa, somente sabemos o que já foi, foi (isto é, que nada mais se espera), contudo, há um halo de esperança, sobre o que se espera ser o ideal que entretanto, pode não ser. Não há nada no mundo moderno que se possa afirmar da história que já passou, a não ser verificar o verdadeiro acontecimento, num lapso de tempo ocorrido, exemplo da verdade indiscutível. Assim: 1) “Uma história de sucesso, Ensaio, de Roberto Pompeu de Toledoâ€, de onde concluímos. “O balanço do Ano do Voluntário contribui para a idéia de que, afinal vai ver o Brasil está melhorandoâ€. Assim é que o articulista festeja (supostamente com amigos particulares), uma história de verdadeiro sucesso, transcorrida “no Brasil do Ano Internacional do Voluntárioâ€. Um acontecimento comentado, “que dá a impressão de que a resposta é: Sim, o Brasil está melhorandoâ€.
2) Na seqüência, “Em foco Gustavo Franco O jornalismo econômicoâ€, onde o economista da PUC RJ, ex presidente do BC, manifesta referências recém-históricas com a seguinte frase: “Sete anos e meio depois do fim da hiperinflação, parece evidente que o jornalismo econômico se transformou, como seu pró prio objetoâ€. Reportando se à hiperinflação vivida pelo País, a partir dos meados de 1980, Gustavo Franco catalogou como: “uma das mais graves e monumentais patologias econô micas que se conhecemâ€. Considerou as irresponsabilidades jamais apuradas, “que a hiper vigorou durante os oito anos (1996/1994)â€. Enfocando o domínio da hiperinflação gras sante, deu asas aos noticiários tratando os assuntos como “crime cotidiano inesgotável em seus detalhes, superlativo em seu desenrolarâ€. Considerando o otimismo (quanto à grandeza negativamente econômica), afirmando caberem em vocábulos como “enxurrada ou farraâ€. Sob saraivada de críticas voltadas aos governos Sarney e mal seguido por Collor. Gustavo Franco desenhou um encerramento com certo otimismo afirmando: “difícil de explicar o Brasil pós 1994†e completando, “sete anos e meio depois do fim da hiperinflação, parece evidente que o jornalismo econômico se transformou, como seu próprio objetoâ€.
3) Em “Entrevista: Michael Porterâ€, eficiente “guruâ€, pertencente à sociedade da consultoria “Monitor Groupâ€, declara: “O Brasil é muito importante para a economia mundial, mas decepciona. É um desafio delicado entender por que (sic) as coisas não andam no país na velocidade adequadaâ€. Michael Porter, americano, especialista em economias emergentes, “formado em engenharia mecânica e aeroespacial pela Universidade de Princetonâ€, é “um dos mais requisitados à consultoria em todo mundoâ€. A empresa especializada, servida por “mais de 700 consultores espalhados pelo mundoâ€, e filial em São Paulo. Manifestando se, Porter graciosamente disse ter no Brasil, “um país notávelâ€. Argüido, reconheceu: “um país grande, diversificado, cujo potencial existe, mas o país vive bloqueadoâ€. Quanto à ex pressão sobre haver dito “que o empresário brasileiro tinha mentalidade negativaâ€, contes tou afirmando: para obter sucesso, é preciso pensar a longo prazo. Fico por aqui.
(*) O autor, José Almodova, é professor, Mestre em Projeto, Arte e Sociedade pela Unesp/Bauru. É jornalista e colaborador do JC, escreve às quintas na coluna. E-mail: almodova@ig.com.br