Articulistas

Três histórias são suficientes!...

(*) José Almodova
| Tempo de leitura: 3 min

É verdade, prezado leitor, não necessitamos mais que três histórias, publicadas (na Veja, 5/12/2001), são suficientes para obter um retrato falado de corpo inteiro do Brasil, um país verdadeiramente varonil. Bastam, por exemplo, as declarações que seguem (refe rindo se e citando nosso País), como retratos nacionais. Na seqüência dos assuntos e na visão dos autores, relatamos detalhes das respectivas análises, primariamente levantadas. Segundo os pensamentos dos próprios autores, em diversificações de pensamentos outros. Seja quanto ao que “certas estatísticas afirmam”, em uma mistura de pensamentos, ora favoráveis ora contrários. Mesclados de assuntos difusos sob intenções presentes, de maneira a aceitar se amenidades, no aguardo de que porventura sejam, ou se tornem interessantes... Momentos favoráveis que contrariamente não o são (uma ou outra coisa esperada, cercada de possibilidades), eis que se esvaiu rapidamente. Tudo, mesmo que pareça seguir bem ou vice versa, somente sabemos o que já foi, foi (isto é, que nada mais se espera), contudo, há um halo de esperança, sobre o que se espera ser o ideal que entretanto, pode não ser. Não há nada no mundo moderno que se possa afirmar da história que já passou, a não ser verificar o verdadeiro acontecimento, num lapso de tempo ocorrido, exemplo da verdade indiscutível. Assim: 1) “Uma história de sucesso, Ensaio, de Roberto Pompeu de Toledo”, de onde concluímos. “O balanço do Ano do Voluntário contribui para a idéia de que, afinal vai ver o Brasil está melhorando”. Assim é que o articulista festeja (supostamente com amigos particulares), uma história de verdadeiro sucesso, transcorrida “no Brasil do Ano Internacional do Voluntário”. Um acontecimento comentado, “que dá a impressão de que a resposta é: Sim, o Brasil está melhorando”.

2) Na seqüência, “Em foco Gustavo Franco O jornalismo econômico”, onde o economista da PUC RJ, ex presidente do BC, manifesta referências recém-históricas com a seguinte frase: “Sete anos e meio depois do fim da hiperinflação, parece evidente que o jornalismo econômico se transformou, como seu pró prio objeto”. Reportando se à hiperinflação vivida pelo País, a partir dos meados de 1980, Gustavo Franco catalogou como: “uma das mais graves e monumentais patologias econô micas que se conhecem”. Considerou as irresponsabilidades jamais apuradas, “que a hiper vigorou durante os oito anos (1996/1994)”. Enfocando o domínio da hiperinflação gras sante, deu asas aos noticiários tratando os assuntos como “crime cotidiano inesgotável em seus detalhes, superlativo em seu desenrolar”. Considerando o otimismo (quanto à grandeza negativamente econômica), afirmando caberem em vocábulos como “enxurrada ou farra”. Sob saraivada de críticas voltadas aos governos Sarney e mal seguido por Collor. Gustavo Franco desenhou um encerramento com certo otimismo afirmando: “difícil de explicar o Brasil pós 1994” e completando, “sete anos e meio depois do fim da hiperinflação, parece evidente que o jornalismo econômico se transformou, como seu próprio objeto”.

3) Em “Entrevista: Michael Porter”, eficiente “guru”, pertencente à sociedade da consultoria “Monitor Group”, declara: “O Brasil é muito importante para a economia mundial, mas decepciona. É um desafio delicado entender por que (sic) as coisas não andam no país na velocidade adequada”. Michael Porter, americano, especialista em economias emergentes, “formado em engenharia mecânica e aeroespacial pela Universidade de Princeton”, é “um dos mais requisitados à consultoria em todo mundo”. A empresa especializada, servida por “mais de 700 consultores espalhados pelo mundo”, e filial em São Paulo. Manifestando se, Porter graciosamente disse ter no Brasil, “um país notável”. Argüido, reconheceu: “um país grande, diversificado, cujo potencial existe, mas o país vive bloqueado”. Quanto à ex pressão sobre haver dito “que o empresário brasileiro tinha mentalidade negativa”, contes tou afirmando: para obter sucesso, é preciso pensar a longo prazo. Fico por aqui.

(*) O autor, José Almodova, é professor, Mestre em Projeto, Arte e Sociedade pela Unesp/Bauru. É jornalista e colaborador do JC, escreve às quintas na coluna. E-mail: almodova@ig.com.br

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