JC na Escola

Alunos do Telecurso ficam sem sala

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Alunos da rede estadual que freqüentam as aulas do Telecurso de 1.º grau estão reivindicando uma lugar para estudar. Durante o ano passado, eles tinham aula em uma sala cedida pela entidade Pequenos Obreiros de Curuçá (POC). Este ano, a nova diretoria do órgão e fechou as portas aos alunos, que manifestaram-se no local na noite de ontem.

Os telecursos oferecidos pelo Estado costumam ser ministrados em salas das escolas estaduais de Bauru. A Escola Estadual Guia Lopes, no entanto, não tem espaço disponível para os alunos do telecurso da Vila Dutra.

No ano passado, com o início do curso, a Diretoria Regional de Ensino firmou um convênio com a então diretoria da POC para que uma de suas salas fosse cedida aos alunos do Telecurso.

A atitude da nova diretoria da entidade pegou os alunos de surpresa já que, sem comunicação oficial à Diretoria de Ensino, decidiu que as aulas aos alunos estaduais não poderiam mais ser ministradas no local.

Os alunos que chegaram à entidade para o reinício das aulas tiveram uma decepção. “Nós não estamos brincando. Estamos aqui porque queremos estudar. Cada um aqui, depois de um dia de trabalho e morando em bairros distantes, vêm à noite estudar porque quer progredir na vida”, frisa o aluno Manoel Alves da Silva.

Os alunos esperam que a nova diretoria do POC libere a sala para que a turma possa concluir o curso, que tem duração de um ano e meio e será encerrado em 60 dias. “Isso que está acontecendo é um absurdo. Nós não temos onde estudar e queremos outro espaço”, diz Fátima Aparecida Crispim.

Os alunos prometem voltar hoje à noite, às 19 horas, à frente da entidade para reivindicar um local para estudar. “A gente é pobre e agora não pode nem estudar. Precisamos mesmo de estudo. A nossa necessidade é muito grande”, salienta Terezinha Bastos.

Diretoria

O atual diretor do POC, Primo Pegoraro, não foi localizado pelo JC na noite de ontem. O dirigente regional de Ensino, Jair Sanches Vieira, afirmou que tomou conhecimento do problema na noite de anteontem, por meio de um dos alunos.

“Se o diretor não quer mais ceder o espaço, ele deveria ter nos avisado no ano passado. Eu não tive como providenciar um local naquela noite”, afirma Vieira.

O dirigente garantiu que caso Pegoraro não volte atrás em sua decisão, outro local será providenciado. “Na escola pública não há espaço. Talvez uma igreja possa ceder um local”, acredita.

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