Política

Sindicalistas vão acampar na praça das Cerejeiras a partir de segunda

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Os dirigentes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) prometem acampar, a partir de segunda-feira, na Praça das Cerejeiras, sede da Prefeitura de Bauru, para protestar contra a Administração Municipal. Hoje é a data-base da categoria e o prefeito Nilson Costa (PPS) ainda não definiu o percentual de reposição salarial que será aplicado nos salários dos funcionários.

O Sinserm reivindica 52,95% de reposição salarial, dos quais 37,95% são referentes à inflação acumulada no período de gestão do atual governo (setembro de 1998 a janeiro deste ano) e mais 15% de aumento real. Recentemente, o Jornal da Cidade apurou que a Administração deverá apresentar uma proposta de reposição que vai variar entre 7% e 10%.

Segundo Idelma Alcântara, diretora sindical, a direção da entidade tentou, por diversas vezes, marcar uma reunião com os representantes da Administração para discutir a reposição salarial. “O que está acontecendo é uma falta de respeito com a categoria. Fizemos uma série de telefonemas para o gabinete e não conseguimos marcar nenhuma reunião”, reclama.

A sindicalista conta que somente ontem o chefe de Gabinete da Prefeitura, Antonio Sérgio Marsola, retornou a ligação para informar à direção do Sinserm que a reunião para discutir a reposição salarial dos servidores será agendada na semana que vem. “A reposição salarial é uma questão de honra. Não vamos desistir”, avisa Idelma.

Avaliação

O chefe de Gabinete da Prefeitura confirma que a reunião com os sindicalistas será realizada na próxima semana. “A Administração ainda discute como vai proceder essa reposição salarial. Hoje (ontem) mesmo estivemos reunidos com o prefeito para discutirmos o assunto”, informa.

Marsola acredita que há “boas chances” dos servidores terem seus salários reajustados ainda neste mês. Para que isso aconteça, o índice de reposição a ser aplicado terá que estar definido até o dia 25. Se o prazo se exceder, vai ficar inviável rodar a folha de pagamento de março já com o percentual de reposição aplicado.

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