Cinco gatos de uma moradora da Vila Falcão morreram envenenados por veneno de rato. A dona dos gatos, Sônia Lopes, registrou boletim de ocorrência e requisitou necrópsia de um dos animais mortos. Segundo o laudo, o gato morreu intoxicado por dicumarínico, e foram encontrados restos de miúdos de frango em seu estômago.
Susan Renata Lopes, filha de Sônia, conta que a família possuía 30 gatos e que todos os que morreram, além de dois que sobreviveram, apresentaram os mesmos sintomas.
De acordo com Susan, na quinta-feira, sua mãe teria encontrado, no portão de casa, uma sacola plástica contendo miúdos de frango, ainda na embalagem original do produto. Uma outra sacola com miúdos de frango também teria sido jogada no quintal. Para ela, havia também o perigo do alimento envenenado ser consumido por alguma pessoa, pois há, na região, muitos mendigos e crianças carentes que vasculham os lixos em busca de comida.
Segundo Susan, a Vigilância Sanitária já esteve em sua casa há algum tempo, movida por uma denúncia de que, devido aos gatos, haveria mau cheiro no quintal. Os fiscais, no entanto, não teriam encontado nenhuma irregularidade. Ela desconfia que o autor da denúncia seja a mesma pessoa que envenenou os gatos, mas como o nome do denunciante é mantido em sigilo, não é possível confirmar a suspeita.
“As pessoas deixam até ninhada de gato aqui na porta de casa, porque sabem que a gente cuida. Elas deveriam parar de deixar gato no meu portão, porque eu não posso jogar na esquina e não tenho onde levarâ€, revolta-se. Segundo Susan, a União Internacional de Proteção ao Animal (Uipa) tem um gatil, mas que atualmente estaria com a capacidade esgotada.
Luiz Ricardo Paes de Barros Cortez, veterinário do Centro de Controle de Zoonoses do município, diz que animais sem dono podem ser levados para lá. Segundo ele, se respeitado o prazo legal de cinco dias, o proprietário não aparecer, o animal é sacrificado.