Política

Fiscais da Seplan protocolam ação contra Faria por danos

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O vereador Faria Neto (PDT) está sendo acionado na Justiça por 18 fiscais da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) para reparação de danos morais. A categoria se sentiu ofendida pelo discurso do pedetista feito na tribuna da Câmara Municipal no dia 20 de agosto do ano passado, quando insinuou que haveria um esquema de propina envolvendo os profissionais e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Economia Informal de Bauru, Mário Augusto dos Santos.

Na ocasião, o parlamentar disse que Santos cobraria pelos pontos dos barraqueiros instalados no Centro da cidade e aqueles que não pagassem eram retirados pelos fiscais da Seplan. “Tem fiscal que, coincidentemente, retira barraqueiro do Centro da cidade porque não pagou propina para o senhor Mário”, afirmou da tribuna.

Na avaliação dos profissionais e do advogado Carlos Alberto dos Rios, as declarações de Faria “denegriram e afrontaram as imagens, a honra e o bom conceito de homens públicos” junto à comunidade.

Os fiscais pediram à secretária municipal de Planejamento, Maria Helena Rigitano, que instalasse uma comissão de sindicância para apurar as denúncias feitas pelo vereador. “Após minuciosa investigação pelos seus membros, opinaram com unanimidade pelo arquivamento da sindicância instaurada”, diz o documento.

Após a denúncia de Faria, alguns profissionais da Seplan tiveram problemas para o exercício de suas funções. Um deles foi desacatado por um contribuinte municipal ao afirmar: “Você faz parte da quadrilha e do bando que saiu no jornal”.

“Consciência tranqüila”

O vereador Faria Neto diz que está “tranqüilo” em relação ao episódio. “Cumpri meu dever de parlamentar. Tornei pública as denúncias. E em nenhum momento citei nome de fiscais. Disse que eles (fiscais) tinham conhecimento de que o Mário acharcava os barraqueiros e nada faziam para que isso fosse impedido. Isso é omissão.”

Na avaliação dele, os profissionais da Seplan tinham a “obrigação” de denunciar a situação. “Eu já havia falado sobre esse assunto na tribuna em junho do ano passado. Passaram-se dois meses e nenhuma providência foi tomada. Se não fizesse a denúncia, quem seria omisso seria eu.”

Antes de tocar no assunto pela primeira vez na tribuna livre da Câmara, o parlamentar lembra que o barraqueiro Fabrício Genaro já havia protocolado denúncia na Seplan em meados de 2000 relatando o caso. “Ele (Genaro) fez a denúncia por escrito. Prestei um serviço para a sociedade ao fazer a denúncia da tribuna. Sou pago para fiscalizar.”

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