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Combate à dengue recolhe mais de mil pneus velhos

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

As equipes do Programa Municipal de Combate à Dengue já recolheram mais de mil pneus velhos deixados em bolsões de entulho e terrenos baldios de Bauru. A medida foi adotado, há pouco mais de uma semana, porque os pneus podem acumular água e tornar-se criadouros do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Neste ano, Bauru já registrou 27 casos da doença e há risco da forma hemorrágica.

Quase todos os pneus recolhidos continham larva do Aedes, segundo Flávio Tadeu Salvador, coordenador do programa de combate à dengue. Ele explica que os técnicos estão orientados a jogar a água acumulada no chão, o que causa a morte das larvas, e recolher os pneus.

O material está sendo coletado três vezes por semana, por um caminhão cedido pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). Enquanto a usina de trituração de pneus de Jundiaí não entrar em funcionamento, a Emdurb vai utilizar o material para fazer muro de arrimo no aterro sanitário. O transporte de cada pneu inservível até Jundiaí deverá custar R$ 1,00 aos cofres públicos.

Salvador ressalta que, por enquanto, não estão sendo coletados pneus de borracharias. “Só vamos atender as borracharias depois que a usina de Jundiaí começar a funcionar”, diz. Já foram coletados pneus no Núcleo Geisel, Núcleo Gasparini, Vila Aviação I e II, Jardim Santos Dumond e Quinta da Bela Olinda.

Além dos casos confirmados, mais de 70 moradores de Bauru estão sob suspeita de estarem com dengue e aguardam o resultado de exames. Na quinta-feira, dentro da ação efetiva de combate à doença, será realizado um treinamento para representantes de construtoras e imobiliárias da cidade.

O objetivo é capacitar funcionários das construtoras e imobiliárias para que façam o trabalho de varredura nos canteiros de obras em execução ou parados e nos imóveis fechados para venda ou locação. Eles deverão eliminar ou cobrir tudo o que acumule água, para impedir a procriação do mosquito. É que os agentes de combate à dengue não têm acesso a esses lugares durante o trabalho de rotina.

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