Economia & Negócios

Gasolina chega a R$ 1,56 em Bauru

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Após o aumento de 2,2% no preço da gasolina (o primeiro feito pela Petrobras pós-abertura de mercado), que passou a vigorar desde o último sábado, o litro da gasolina comum em alguns postos de Bauru chega a R$ 1,56 - o mesmo patamar registrado no início do ano. Segundo avaliação feita pelo empresário e presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), Sebastião Homero Gomes, a média pós-aumento na cidade deverá se estabilizar em cerca de R$ 1,54.

Ontem, ainda foi possível encontrar gasolina sendo comercializada a R$ 1,444. Contudo, trata-se de valor ainda sem a aplicação do reajuste. Entre hoje e amanhã, esse preço mudará.

De acordo com Gomes, é difícil falar em preço e aumento médios pelo fato de ser grande a variação de valores de um posto para outro, em função da negociação que cada um consegue fazer com seu distribuidor.

O empresário Edvaldo Tuschi, dono de postos em Bauru, avalia que a média antes do último reajuste girava em torno de R$ 1,49, que agora deve chegar a R$ 1,54. “A concorrência desleal tem prejudicado muito o nosso setor. Os preços oscilam demais e nunca chegam ao patamar ideal”, avalia.

Mesmo assim, postos que haviam fechado negociações especiais com a empresa distribuidora e chegaram a comercializar o litro da gasolina comum a R$ 1,34, estão registrando aumento de aproximadamente 14%, desde o último final de semana.

A avaliação feita anteriormente pela Federação Nacional do Comércio Varejista de Combustíveis (Fecombustíveis) era de que o impacto nas bombas giraria em torno de 1,5% a 2%.

“Esses preços de R$ 1,34 eram promocionais. Agora, quem tinha feito isso está ajustando o preço para a realidade do mercado. Para se ter uma idéia, o valor ideal, agora, seria de R$ 1,59 para o litro da gasolina. Mas não vai chegar a isso por causa da concorrência”, afirma Gomes.

O presidente do Sincopetro baseia sua afirmação no atual preço médio de custo do litro da gasolina comum, que segundo ele, é de R$ 1,35. Já que a margem mínima de lucro alegada pelos empresários é de R$ 0,22 por litro, o “valor ideal” apontado pela categoria seria de R$ 1,59.

Em dois postos de propriedade de um empresário que preferiu ter seu nome preservado, sendo um de bandeira Shell e outro da Esso, o aumento de preço do litro da gasolina comum foi de 9,35% (de R$ 1,39 para R$ 1,52) e 4,69% (de R$ 1,49 para R$ 1,56), respectivamente.

Em alguns casos, foi verificado salto em torno de 11%, em postos que antes do reajuste comercializavam gasolina a R$ 1,39 e passaram para R$ 1,55.

No decorrer desta semana ainda poderá ocorrer a chamada “acomodação” dos preços para baixo, segundo avaliam empresários do setor. “Vivemos numa guerra de preços porque o mercado é livre. O consumidor precisa entender isso. Os valores muito baixos são sempre temporários”, observa Gomes.

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