Cultura

O poder cênico de Cleide Queiroz

Fabiano Alcântara
| Tempo de leitura: 2 min

A atriz Cleide Queiroz, indicada ao Prêmio Shell 2001 para a disputa de melhor atriz, esteve em Bauru na semana passada. Profissional do teatro há mais de 30 anos, Cleide foi lembrada para o prêmio por sua atuação no espetáculo “Gota D’Água”, de Paulo Pontes e Chico Buarque, que tem direção de Gabriel Villela.

Os vencedores do prêmio, que a atriz considera “o mais importante do teatro na atualidade”, saem no dia 11 deste mês. “Foi um trabalho em que eu aprendi muito, me acrescentou. Cada diretor é um professor, cada trabalho é uma coisa diferente”, avaliou.

A atriz, que esteve hospedada na casa de amigos em Bauru, defende que aqueles que têm intenção de ser grandes atores e atrizes devem ser artistas completos, com habilidade para o canto, a dança e a representação, entre outras habilidades. “Se você empresta o corpo para personagem, ele tem que estar perfeito”, argumenta.

Cleide Queiroz iniciou sua carreira em 1969, aos 14 anos, em Santos, ao lado de Paulo Autran. No teatro, participou de montagens para o público infantil e adulto.

Trabalhou no Teatro do Sesi, em São Paulo, entre 1977 e 1983. Destacou-se nos grupos Pod Minoga e Zambelê e foi dirigida por Gabriel Villela no musical “O Mambembe”, em 1995 e 1996. No ano seguinte voltou a trabalhar com Villela em “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Mello Neto.

Com papéis marcantes, no cinema esteve em “Pixote”, de Hector Babenco, “Hora da Estrela”, de Suzana Amaral e, mais recentemente, “Domésticas - O Filme”, de Fernando Meirelles. Na televisão, destacou-se em vários programas da TV Cultura como o “Revistinha”, “Rá-Tim-Bum” e “Castelo Rá-Tim-Bum”, além de atuar na teledramaturgia do SBT e da Record.

Bauru

Com sua experiência no teatro profissional, vivência que ela compara com um “sacerdócio”, Cleide afirma que Bauru tem um grande potencial para desenvolver seu teatro. “Há muito tempo, as pessoas saíam de suas cidades, iam para São Paulo e tinha mercado de trabalho, mas o mercado ficou saturado.”

Para a atriz, uma saída para o crescimento pode ser incentivar a formação de grupos e trazer especialistas para dar aulas.

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