Em comunicado à população, a Acumuladores Ajax informa que os problemas ambientais, que levaram à interdição do setor metalúrgico, já foram sanados com a implantação de equipamentos, a realização de obras e a adoção de novos procedimentos. A nota frisa que a empresa mantém parcerias com universidades e institutos técnicos para buscar novas tecnologia para garantir a saúde e o bem-estar de seus colaboradores e comunidade. Quanto aos exames das crianças que moram no Tangarás, a nota explica que a empresa ainda não foi comunicada oficialmente dos resultados.
“A Ajax iniciou suas atividades em Bauru em 1958, foi pioneira na reciclagem de insumos e fabricação de matéria-prima e hoje exporta para 13 paísesâ€, diz a nota. A empresa possui duas unidades em Bauru - Distrito Industrial e rodovia Bauru-Jaú - que empregam mais de 1.000 funcionários.
Entenda o caso
• No final de janeiro, a Agência de Bauru da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) interditou temporariamente o setor metalúrgico da fábrica de baterias Acumuladores Ajax, localizada às margens da rodovia Bauru-Jaú. A medida foi tomada porque análises do ar e água revelaram alta concentração de chumbo. A Cetesb fez 28 exigências para a empresa voltar a funcionar.
• No início de fevereiro, a Cetesb solicitou à DIR a realização de uma pesquisa epidemiológica em crianças do Tangarás. A DIR pediu ajuda à Secretaria Municipal de Saúde, que coletou as amostras de sangue 30 crianças do Tangarás e de 30 do Parque Jaraguá, para servir de comparação.
• As amostras foram enviadas para o Adolfo Lutz, que constatou alta concentração de chumbo em 13,8% dos exames de crianças do Tangarás. A Secretaria Municipal de Saúde pesquisou se essas crianças foram submetidas a outra fonte de emissão do metal, o que não foi encontrado até agora.