Mulher

Administradora: Elas assumem o papel de chefe de família

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 3 min

Cresce a cada dia o número de mulheres chefes de família. Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 25% das famílias brasileiras são comandandas por mulheres. Elas costumam ficar com a guarda dos filhos de casamentos anteriores e assumem a responsabilidade de educar e criar, sozinhas, essas crianças. A pensão alimentícia garantida por lei é uma ajuda financeira, mas a responsabilidade é de quem mora com os filhos.

Hoje ela tem 32 anos e três filhos. A contato de publicidade Sílvia Regina de Oliveira casou-se pela primeira vez aos 19. Logo adotou Diego, um bebê de seis meses, que está com 12 anos, sabe de sua condição e morre de ciúme da mãe e das irmãs Maria Eduarda, de 10 anos, filha do primeiro casamento de Sílvia, e Maria Beatriz, de 3 anos e meio, fruto de um segundo relacionamento, que não deu certo, mas está em vias de ser reatado.

“Estou me casando pela terceira vez com meu segundo marido, porque chegou a hora de parar de criar meus filhos, trabalhar e cuidar da casa sozinha. Só que com mais maturidade.”

Ela conta que provar sua autonomia, para ela, os maridos e a família sempre foi seu maior desafio. O primeiro casamento durou seis anos, ficou três sozinha, casou-se novamente e separou-se depois de um ano, mas entre idas e vindas, continuaram namorando e vão tentar conviver sob o mesmo teto novamente. Apesar de uma história um tanto tumultuada, os dois maridos dela são amigos e pais de todos os filhos ao mesmo tempo.

“Chegamos a fazer almoço de domingo com a família inteira e sem brigas. A gente se dá muito bem, é uma relação harmoniosa.”

Sílvia trabalha fora e é ela quem garante o sustento dos filhos. Hoje têm as pensões alimentícias para ajudá-la, mas conta que já passou por dificuldades.

Ela tem uma empregada há quatro anos, que lhe dá a retaguarda necessária em casa e com as crianças. Mas, às vezes, a situação foge ao controle e ela mesma precisa acudir “uma pia que despencou e o filho que levou um bicho, um calango, na escola” são exemplos desta situação.

Realizada como mãe “nova” e profissional, ela quer recuperar a disposição para namorar, a única coisa que falta para ser completamente feliz. “Se por acaso não der certo, tenho plena condição de pegar os filhos e sair da casa. Já caí feio no passado, sofri com três crianças para criar, mas dei a volta por cima. Afinal, eles fazem parte da minha vida para sempre e me fazem buscar o que não tenho por eles.”

Filhos ganham independência

Neste universo de mãe que trabalha fora, os filhos acabam tendo que “se virar” mais cedo.

Na casa de Sílvia Oliveira, durante a semana, a secretária do lar se incumbe dos afazeres. A única obrigação de Diego e Maria Eduarda é fazer tarefa e cuidar da irmã Maria Beatriz.

Mas no final de semana, a coisa muda. Cada um tem que arrumar sua cama e lavar seus pratos e copos, bem como manter as roupas em ordem ou levá-las ao cesto. A mãe conta que, no início, eles reclamaram mas agora já virou rotina.

Na casa de secretária Alexandra Ayub, os filhos Isabela e José também têm suas obrigações e a regra é deixar tudo arrumado. Eles têm total liberdade para brincar, mas depois tudo tem que estar em ordem. Também adoram atender telefone e anotam todos os recados.

Alexandra conta que os filhos são bastante amadurecidos para a idade e sentem uma parcela de responsabilidade na vida da casa e da família.

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