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RPG criado em Bauru vai a festival

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

A versão demo de um jogo de RPG para computador criado em Bauru está entre as quatro finalistas de um festival realizado nos Estados Unidos. O “Elite”, criado por Simone Leal, recém-formada em Desenho Industrial pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, poderá ser vendido a uma das empresas participantes do evento e produzido em série para o mundo todo.

A versão foi apresentada por Simone como seu projeto de conclusão do curso de Desenho Industrial, com habilitação em Programação Visual. Apesar dele ter sido executado durante o ano passado, ela conta que estava criando o enredo do jogo há cerca de sete anos, em parceria com a irmã.

Para os não-iniciados no passatempo que ganha cada vez mais adeptos no mundo todo, Simone explica que o RPG é um jogo de interpretação de personagens. Ele pode ser jogado em mesa ou em computador. Na máquina, o enredo recebe maior enfoque, através da conversa entre personagens.

“Você é um personagem. É como se você estivesse desvendando enigmas. Por isso, você tem que vasculhar cenário, trocar itens e conversar com personagens”, observa a recém-formada.

O sucesso do “Elite” no 4.º Independent Game Festival, Simone atribui à sua busca pelo que ainda não existia no mercado. Enquanto a tendência atual são cenários e personagens que cada vez mais procuram imitar a realidade, ela criou os seus deformados. “Observei o que já existia e procurei fazer totalmente diferente do que eu já conhecia. Todos querem chegar à perfeição da realidade. Eu fugi do realismo da computação gráfica”, diz.

A versão demo foi concluída em dezembro do ano passado, em português, e traduzida para o inglês em janeiro para ser enviada ao festival. “Há possibilidades de empresas comprarem o projeto para produzir o jogo”, afirma Simone.

Para embarcar rumo aos Estrados Unidos, no próximo dia 20, Simone está aguardando colaboração de empresas de Bauru ou região para patrocínio. O telefone dela é (14) 234-2250.

Adepto

O encadernador Rodrigo dos Santos Pereira Damázio, 21 anos, jogador de RPG há mais de cinco anos, é membro de um grupo de RPG de Bauru do qual participam cerca de 40 pessoas. Apesar afirmar que trata-se de um grupo “informal”, os participantes têm inclusive carteirinha de identificação.

Eles reúnem-se aos sábados e domingos na sede do Serviço Social do Comércio (Sesc), onde jogam durante cerca de quatro horas ininterruptas. “O que me atrai no RPG é o dinamismo; é um jogo que estimula a leitura”, diz Rodrigo.

Pelo fato de Bauru não contar com uma entidade organizadora dos grupos de RPG, o jogador afirma que não sabe ao certo o número de adeptos do passatempo na cidade. Apesar disso, estima que haja muitas pessoas que praticam em suas casas.

Embora pratique mais o RPG de mesa e não muito o de computador, Rodrigo apóia o projeto de Simone. â€œÉ uma idéia boa; quanto mais pessoas engajadas no RPG, melhor. RPG é mesmo assim: oito ou 80. Ou a pessoa gosta ou ela vai jogar só uma vez e nunca mais”, afirma.

Serviço

Os interessados em conhecer o grupo de RPG que reúne-se no Sesc podem comparecer ao local aos sábados e domingos, das 14 às 18 horas.

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