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Telefone... já pensou em viver sem ele?

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 4 min

É realmente difícil imaginar a vida da gente sem o famoso telefone. Hoje, é comemorado o Dia do Telefone e é possível observar como a tecnogia trnaformou a nossa vida. Agora temos vários tipos de aparelhos. Os celulares fazem parte do dia-a-dia de gente grande e pequena. Mas como será que tudo começou?

Você sabia que o Brasil foi um dos primeiros países do mundo a ter, em seu território, telefones em funcionamento? É verdade. Segundo informações da assessoria de imprensa da Fundação Telefônica, no início, o aparelho era utilizado mais como curiosidade científica do que para a comunicação cotidiana.

São vários os fatos curiosos da história das telecomunicações no Brasil, a começar da polêmica que envolve a chegada do primeiro aparelho ao País. Uma das versões conta que D. Pedro II teria recebido o primeiro aparelho como presente do próprio inventor do telefone, Alexandre Graham Bell, em 1877. Mas também há quem diga que tudo começou mesmo em uma casa comercial do Rio de Janeiro, ligando a loja “O Grande Mágico” ao quartel do Corpo de Bombeiros.

Nos primeiros anos do século XX, o telefone não interessava grande parte da população. Era comum a companhia pedir a um cidadão para aceitar em sua casa, gratuitamente, a título de experiência, um aparelho telefônico. Também era comum que este fosse devolvido imediatamente após o menor “acidente” (uma chamada recebida tarde da noite, por exemplo).

No entanto, este não era um privilégio do telefone. Muitas invenções, que hoje nos parecem fundamentais, já sofreram com isso. Mas o século XX caracterizou-se pela capacidade de “criar” necessidades, e em poucos anos o telefone foi ganhando prestígio, difundido pelas várias regiões do país. Enfim, tornou-se uma necessidade, e hoje o telefone é, para muitas pessoas, realmente necessário e para instituições como bancos e empresas é um recurso sem o qual, se tornaria simplesmente impossível operar seus serviços e negócios.

Isso é muito curioso no que se refere aos primeiros anos do telefone: a forma como vai se incorporando à vida dos homens, tornando-se parte do seu mundo, mesclando-se as suas atividades e tomando seu espaço, até tornar-se o serviço imprescindível que é hoje.

Quem teve a oportunidade de visitar a exposição em comemoração aos 125 anos do telefone, no ano passado, em Bauru, conferiu uma coleção muito interessante com aparelhos históricos até os mais modernos do acervo da Fundação Telefônica.

Graham Bell: o pai do telefone

Alexander Graham Bell é uma das maiores figuras da Humanidade. Uma curiosidade insaciável e um espírito criador incomum - são traços marcantes de sua personalidade. Todos sabem que inventou o telefone. Mas poucos sabem que inventou o disco de cera para gravação sonora, aprimorando, assim, o fonógrafo de Édison. Ou que criou as primeiras sondas tubulares para exames médicos. Ou que construiu um “colete a vácuo”, isto é, uma forma primitiva de pulmão-de-aço. Ou que selecionou uma raça curiosa de carneiros. Ou que desenvolveu um sistema de localização de icebergs muito semelhante ao sonar. Ou que foi um dos precursores na descoberta dos raios laser. Ou que inventou o fotofone, sistema de transmissão de mensagens pelos raios luminosos, lá pelos idos de 1887. Ou que construiu os barcos mais velozes de seu tempo, capazes de superar os 100 quilômetros por hora. Ou ainda que foi um dos pioneiros da aviação, sendo o primeiro homem a voar num aparelho mais pesado do que o ar em todo o Império Britânico, no ano de 1907.

Graham Bell nasceu a 3 de março de 1847, em Edimburgo, na Escócia. Tudo parecia conduzi-lo à mesma área profissional do pai, que sempre ganhou a vida dando aulas sobre o método por ele criado, e que é utilizado até hoje para recuperação de deficientes-auditivos, o “Alfabeto ou Fala Visível”. Por isso, uma de suas preocupações era criar aparelhos que facilitassem o treinamento. E a invenção do telefone, quando tinha apenas 29 anos, confirma essa preocupação e a intensidade desse interesse.

Graham Bell era o segundo dos três filhos do casal Alexander Melville Bell e Eliza Grace Symonds. Aos 14 anos, ele e seus irmãos construíram uma curiosa reprodução do aparelho fonador. Numa caveira, montaram um tubo, com “cordas vocálicas”, palato, língua, dentes e lábios. Com um fole, sopravam a traquéia e a caveira balbuciava “ma-ma”, imitando uma criança chorona.

Em 1898, Bell sucedeu ao sogro na presidência da National Geographic Society. E foi ele quem transformou o velho boletim da entidade na belíssima National Geographic Magazine.

Ao longo de sua vida, Bell patenteou 18 novos produtos ligados ao telégrafo, telefone, fotofone, fonógrafo, veículos aéreos, hidroaviões, célula de selênio. Morreu no Canadá em 1922.

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