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Entidades lutam pelos direitos das mulheres

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 2 min

O comitê bauruense de defesa dos direitos à estabilidade no emprego para a trabalhadora grávida, em conjunto com entidades sindicais, populares e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), realizou, ontem, um ato público em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, com o objetivo de conseguir assinaturas para um abaixo-assinado endereçado ao presidente da Câmara dos Deputados Federais reivindicando a rejeição do projeto que extingue a estabilidade no emprego para a trabalhadora gestante.

Até o meio-dia de ontem já havia sido coletadas, aproximadamente, 12 mil assinaturas. De acordo com o sindicalista Roque Ferreira, o projeto, de autoria do senador Luiz Pontes, prevê o fim de estabilidade no emprego para a mulher grávida. “Esse projeto que já está aprovado fará com que todas as mulheres que trabalham e que venham a engravidar, poderão ser demitidas do emprego. E o mundo considera isso uma agressão a um direito”, explicou.

Para evitar isso, está sendo realizada uma campanha nacional dirigida à Câmara dos Deputados para que eles rejeitem esse projeto que já foi aprovado no Senado. Em várias cidades estão sendo coletadas assinaturas para o abaixo-assinado.

O diretor do Sindicato dos Bancários, Marcos Silvestre, acha importante essa iniciativa para pressionar o Congresso a rejeitar esse projeto que, segundo ele, na prática acaba com a estabilidade das mulheres em período de licença maternidade. “Isso também serve para demonstrar a política nefasta desse governo de adesão à Alca, porque o que está por trás de todos esses projetos de desregulamentação como, por exemplo, o fim da estabilidade da licença maternidade, a reforma da CLT, é a adesão do Brasil à Alca que vai beneficiar o barateamento da mão-de-obra brasileira que já é extremamente barata”, afirmou.

Silvestre disse que o Sindicato dos Bancários está trabalhando na coleta de assinaturas para o abaixo-assinado e também está preparando a greve geral do próximo dia 21, contra a reforma da CLT que faz parte dessa campanha contra a desregulamentação e da retirada de direitos dos trabalhadores.

Na segunda quinzena deste mês, de acordo com Ferreira, será marcada uma audiência com o presidente da Câmara, Laércio Neves, quando serão entregues os abaixo-assinados.

Adesão

A dona de casa Aparecida Hishikawa, 63 anos, acredita que todas as pessoas deveriam assinar o abaixo-assinado e participar da campanha. “As mulheres têm o direito de ter seus filhos, amamentar, ficar um pouco com eles e manter seus empregos. Dou total apoio a essa iniciativa”, afirmou.

Sueli Alves da Silva, 50 anos, concorda com Aparecida. “Nós temos que participar dessas campanhas. Se nós não lutarmos pelos nossos direitos, quem vai fazer isso? Eu assinei, digo a todas as mulheres para assinarem e não só as mulheres, os homens também porque essa luta deve ser de todos”, disse.

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